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Em direto neste Jornal das Nove, está o advogado Pedro Marinho Falcão. Muito bom dia, obrigado por se juntar a nós em direto. Pedro Marinho Falcão, ainda não são conhecidos os detalhes desta operação, mas é o segundo fugitivo a ser recapturado em dois meses. É um sinal importante também que a polícia dá com esta recaptura?

É um sinal muito importante de eficácia das nossas autoridades policiais. Não era expectável, passado tanto tempo, que eles viessem a ser recapturados e muito menos que estivessem em território nacional e portanto isto é uma vitória fantástica das autoridades que conseguiram, em condições que ainda se desconhecem, fazer o seguimento do fugitivo e encontrá-lo em Trás-os-Montes. E portanto, vai ser agora naturalmente recolhido ao estabelecimento prisional e mais, vai ser julgado porque praticou um crime de evasão, que é um crime típico, e portanto isto vai naturalmente agravar a situação em que já se encontrava enquanto detido no Vale de Judeus.

Até que ponto é que podemos pensar que a recaptura de Fábio Loureiro pode também ter ajudado na recaptura deste segundo recluso?

É prematuro, neste momento, estar a antecipar qualquer tipo de juízo relativamente aos meios utilizados pela GNR para conseguir identificar o local em que se encontrava este evadido. Eu admito que não haja qualquer conexão, porque relativamente ao primeiro, foi feito o seguimento através das escutas telefónicas da respetiva companheira. Relativamente a este, nós desconhecemos e mais, se conseguimos fazer um juízo de antecipação, provavelmente este terá aprendido com os erros do primeiro que foi capturado e, portanto, admito que não haja qualquer conexão. Mas saberemos a breve prazo os detalhes de toda a operação e de que forma a GNR conseguiu identificar o local em que ele se encontrava.

Poderá ser mais difícil, Pedro Marinho Falcão, agora recapturar os outros três evadidos, tendo em conta também que têm nacionalidade estrangeira?

Eu admito que sim, admito até que não estejam já em território nacional e que, portanto, se tenham evadido por meios terrestres e se forem para países da América Latina, muito dificilmente Portugal conseguirá obter a respetiva captura. Este é já o segundo, dificilmente os outros dois, se se verificar aquilo que é neste momento a suspeita de que eles não estarão em território nacional, sendo que um deles até é considerado por ser o mestre em disfarces, muito dificilmente serão recapturados. De todo modo, esta foi uma surpresa. Não era expectável que ele estivesse em território nacional e portanto acho que as autoridades não devem já desistir de tentar encontrar os outros dois fugitivos que ainda estão por identificar e portanto, provavelmente as autoridades portuguesas, em conjugação com as autoridades estrangeiras, tentarão ainda identificar o local em que eles se encontram e fazê-los regressar ao cumprimento da pena em Vale de Judeus.