Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sem falta, na Rádio Observador, vamos analisar o trabalho da equipe de arbitragem do Benfica-Dinamo Kiev. Os encarnados venceram por 3x0 e carimbaram passagem à fase grupos da Liga dos Campeões. Um jogo que, na verdade, não teve grandes casos. Boa noite, Pedro Henriques.
Muito boa noite.
Liderar a equipe de arbitragem deste jogo esteve Clément Turpin, árbitro francês, um dos melhores da Europa. Apitou a final da Liga dos Campeões do ano passado, mas de facto hoje teve pouco trabalho. Apenas 16 faltas, nove pro Benfica, sete pro Dinamo e só dois cartões amarelos. Vamos analisar caso a caso. Começamos aqui pela primeira parte. Minuto 11, discutiu-se um pênalti de Bezdin sobre Otamendi.
Sim, mas na realidade, e na minha opinião, não há motivo para pontapé de pênalti. O lance é um pouquinho estranho, porque nas imagens em direto, porque é uma bola parada e há muitas parelhas, a gente só vê o Bezdin a abraçar, e é este o termo correto, a abraçar o Otamendi. E abraçar significa muitas vezes impedir que o jogador progrida e pensei num possível pontapé de pênalti. Mas depois com a repetição, e a repetição foi feliz no sentido de ir buscar o movimento antes, é o Otamendi que vai contra o Bezdin, ou seja, o Otamendi é que provoca este contato e vai contra o jogador do Dinamo Kiev. E na resposta, o Bezdin acaba por abraçá-lo, não sei se para aparar o contato, para evitar a queda. O fato é que não é uma situação típica do Otamendi, por exemplo, a tentar ganhar posição e fugir, e a ser abraçado e obviamente agarrado. E por isso, olhando para todo o desenho desta jogada, eu digo claramente que não houve motivo para pontapé de pênalti. Sendo um lance de área, é bom relembrar que o VAR também fez a mesma verificação e, portanto, tem exatamente a mesma opinião, neste caso, que o árbitro teve não assinalar nada e também que é a minha opinião.
Exatamente. Aqui mais à frente, no minuto 27, gol do Benfica, Otamendi de cabeça. Aqui, Pedro, falou-se em fora de jogo. O que dizer?
Não, não há fora de jogo. Ficou-se na ideia de que eventualmente poderia haver, uma bola quase praticamente cruza toda a área e vai, digamos, ali pro segundo poste, mas o que conta é o momento do passe, ou neste caso, do cruzamento do Neves, e quando se para a imagem aí, percebe-se que o Otamendi, embora relativamente no limite, tem dois adversários entre ele e a linha de baliza adversária, e portanto, não há fora de jogo, gol legal. Tratando-se também de um gol, faz parte do protocolo. O VAR foi fazer a verificação e deu também essa indicação de gol legal sem qualquer irregularidade ao nível de fora de jogo.
Avançamos aqui pra segunda parte, no minuto 48. Grande área, choque feito, aliás, entre Rafa e Gonçalo Ramos, mas há um toque de um defesa do Dínamo, um pequeno empurrão a Gonçalo Ramos.
Sim, aqui a questão é que o contato é evidente, do Zabarnyi com a mão direita nas costas do Gonçalo Ramos. A questão é a consequência, não a consequência depois do choque, mas a consequência no sentido de que se uma mão nas costas tem a tal intensidade suficiente pra um jogador perder a posse de bola, não conseguir rematar, não conseguir chegar à bola, o que quer que seja. E isso é que faz a diferença neste tipo de contato para ser não infração ou ser infração. O que eu posso dizer? Que não é um empurrão que faça com que o Gonçalo Ramos, por exemplo, descontrole, não consiga dominar a bola e, portanto, não há motivo pra pontapé pênalti, mas aquele ligeiro toque foi o suficiente pra lhe acelerar ligeiramente a sua passada, ao ponto dele não conseguir controlar o momento de contato com o Rafa. E, portanto, na minha análise, está aqui explicado porque aquele choque foi tão aparatoso, porque realmente este ligeiro toque acelerou o passe do Gonçalo Ramos ao ponto dele não controlar a velocidade com que ia, mas não o suficiente para, olhando para aquilo que é uma infração, tipo empurrou o adversário, impediu que ele ficasse posse de bola, chegasse à bola, etc. Portanto, lance legal, sem motivo pra pontapé de pênalti.
Seguimos aqui pra reta final e para os dois cartões deste jogo. Minuto 82, amarelo para Shaparenko, num lance, Pedro, em que poderia ter sido mostrado um outro cartão.
Sim, eram dois amarelos que deviam sair nesta jogada. O lance é muito simples. Há uma disputa de bola entre o Tsige e o Enzo Fernández, e o Tsige nas costas, no momento depois de o desequilibrar com o braço, acaba por acertar, de forma completamente negligente, com a sola na zona do calcanhar do Enzo. Portanto, uma entrada que acaba por ser durinha, não é propriamente uma entrada no sentido dele ir lá meter o pé, por exemplo, em take, mas é no ato de corrida que acaba por ter esse contato, essa entrada. Ato contínuo, o árbitro muito bem assinalou a falta, não percebeu da gravidade da entrada e por isso considerou só lance direto sem cartão amarelo. Por que o Shaparenko leva cartão amarelo? Porque depois do árbitro interromper e porque o Shaparenko achou que não havia falta, o Shaparenko já com o jogo interrompido, pontapeou a bola pra longe e, portanto, teve um comportamento desportivo. O árbitro puniu, e bem, com cartão amarelo o Shaparenko pelo comportamento desportivo de chutar a bola pra longe depois do jogo ter sido interrompido. Não se apercebeu da entrada do Tsige e aqui ficou um cartão amarelo pra mostrar ao jogador do Dinamo Kiev.
Exatamente. Por fim, ao minuto 85, amarelo pro avançado do Benfica, Musa.
Sim, bem mostrado. Aliás, o próprio Musa, depois de fazer o take e de fazer a falta ainda no chão, levantou os braços a pedir desculpa. É uma entrada sobre o Shaparenko. Basicamente, o Peter Musa vem atrás do Shaparenko e entra em take deslizante e acaba por acertar com os pitões ali ao nível dos pés. Portanto, uma entrada durinha, que nós dizemos durinha, tecnicamente chamamos de negligente, não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato para com o adversário e, portanto, o árbitro muito bem aqui a mostrar cartão amarelo.
Poucos lances. Pedro, vamos então aqui pra nota. Qual é a pontuação que dá a Clément Turpin?
Sim, como disseste, e bem, um jogo com dois amarelos e praticamente na parte final do jogo e apenas 16 faltas, nove na primeira e sete na segunda. Portanto, um jogo muito tranquilo, enfim, por tudo. Pela eliminatória, o resultado estava acumulado, pelo momento também, vamos dizer, social e que nós vivemos em relação às equipes, neste caso, da Ucrânia. Portanto, houve sempre uma muito boa atitude, uma boa relação dos jogadores entre Benfica e Dinamo Kiev. E isso facilitou muito o trabalho do árbitro, que soube aproveitar, como disseste, um árbitro muito experiente, que arbitrou a final da Champions League, portanto, um dos melhores árbitros considerados a nível da UEFA. Vou dar nota sete. É uma nota claramente positiva. Para dar mais, tinha que haver um grau de dificuldade que não houve neste jogo. Ele decidiu bem, tem aquela falha menor do cartão amarelo, mas no resto esteve muito bem e por isso boa atuação da equipe de arbitragem. Nota sete para o senhor Clément Turpin, da França.
Exatamente, Pedro. Muito obrigado. Termina assim este "Sem Falta", com Pedro Henriques, a análise da arbitragem do Benfica-Dinamo Kiev.
Boa noite.