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Este podcast tem o apoio CUF. Nos Centros de Saúde CUF, encontra cuidados de proximidade com a qualidade e segurança de sempre, mesmo à sua porta. Quem tem CUF à porta, tem tudo. Centros de Saúde CUF, SA. NPC 509925332.
Este é o "Tratar da Saúde" com a dra. Vanessa Mendes, diretora clínica dos Centros de Saúde CUF. Doutora, bom dia.
Bom dia.
Ter mesmo um médico que conheça a sua história. No Dia Mundial do Médico de Família, esta é uma questão particularmente relevante, sobretudo numa altura em que os sistemas de saúde são cada vez mais diferenciados e complexos. Mas será que estamos a valorizar devidamente o acompanhamento contínuo ao longo da vida? Dra. Vanessa, hoje em dia, qual é o verdadeiro papel do médico de família?
Antes de mais, dizer que eu sou médica de família.
Pois, eu sei.
A medicina geral familiar assume um papel central na organização dos cuidados de saúde. Trata-se de uma especialidade centrada na pessoa, com uma abordagem abrangente, contínua e integrada. O médico de família acompanha o doente ao longo de todo o ciclo de vida, integrando dimensões biológicas, psicológicas e sociais.
Até sociais.
E aqui o acompanhamento é necessariamente mais personalizado, assente no conhecimento da história clínica, dos hábitos e das necessidades de cada pessoa. E é essa proximidade que nos permite uma intervenção mais informada, ajustada e eficaz e que nos torna aqui tão especiais.
Gostando de abrasar a sua sardinha.
Claro, sempre.
Vanessa, essa continuidade de cuidados e o facto de conhecer o doente ao longo da vida é cada vez mais importante.
Sem dúvida. As pessoas necessitam mesmo do acompanhamento ao longo do tempo e não apenas de respostas pontuais. Aqueles episódios isolados. Mais do que reagir à doença, o objetivo é apostar na prevenção. E portanto, o modelo de cuidados de saúde primários assenta precisamente nesta continuidade e coloca o médico de família como um elemento central na gestão da saúde da pessoa e muitas vezes da sua família. E é esta abordagem holística, que assenta num contínuo de cuidados, que nos permite compreender o contexto individual de cada pessoa, identificar precocemente alterações e intervir de forma atempada na tomada de decisão clínica.
E claro que essa abordagem tem um impacto comprovado na saúde.
Tem, e é amplamente reconhecida. A existência do médico assistente está associada a melhores resultados em saúde, nomeadamente melhor controlo de doenças crónicas, redução de hospitalizações e menor mortalidade. E há um dado particularmente relevante, que também já falámos aqui, que é este acompanhamento contínuo de cuidados tem maior valor preventivo do que a realização isolada de exames, os famosos check-ups. E portanto, dizer que nos permite uma avaliação dinâmica ao longo do tempo, mais uma vez.
E na prática, como é que se traduz esse acompanhamento?
Algo que nos diferencia das restantes especialidades é, sem dúvida, a promoção do bem-estar e da longevidade através de um acompanhamento preventivo, muito direcionado para adoçar hábitos saudáveis e para a realização de rastreios essenciais para o diagnóstico precoce. Fazemos também vigilância de doenças crónicas, como são a diabetes, a hipertensão e também agora a obesidade, que tanto se fala. Acompanhamos a saúde da mulher, onde se inclui, por exemplo, o planeamento familiar e o seguimento da gravidez, a saúde infantil, desde os primeiros anos de vida até à adolescência, bem como uma abordagem diferenciada à população geriátrica e mais dependente, onde, por exemplo, as consultas domiciliárias podem ter um enorme impacto. E por fim, mas não menos importante, garantimos resposta em situações de doença aguda, através de consultas de acesso rápido. Ou seja, é um acompanhamento transversal, contínuo e adaptado às diferentes fases da vida.
Portanto, dra. Vanessa, ter um médico que conheça a nossa história só pode mesmo fazer toda a diferença.
Sem dúvida, porque permite uma abordagem mais integrada, mais personalizada e mais eficaz, e garante continuidade na prevenção, diagnóstico e tratamento. Em saúde, o que faz a diferença não são apenas momentos isolados, é o acompanhamento consistente ao longo do tempo e, por isso, se não tem um médico de família que o acompanhe, está, sem dúvida, na altura de conhecer o seu.
tratardasaude@observador.pt, para onde pode enviar as suas dúvidas, mas se preferir, também nos pode enviar o seu áudio por WhatsApp 910024185. Dra. Vanessa, até amanhã.
Até amanhã.