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O apito está dado. Começa agora o "Três Toques", sempre com Júlio Magalhães e também direto no YouTube, Facebook e no site do Observador.

É isso tudo?

Uhum.

Então olha, posso começar eu hoje.

Podes. Mas é por causa do teu tom de pele de hoje.

Só por isso. Eu sei. Senão era a Maria João sempre a começar.

Era. Mas como estás tão bronzeado.

Isto aqui parece uma nuca às vezes. Começo eu para não deixar escapar aquela história do monumento do ciclismo que ontem falámos aqui. Estão a ver? É aquela lógica da informação de continuidade. Não é, Júlio?

Exatamente.

A coisa vai, rola, de um dia para o outro, não deixa cair a bola. E nós aqui no "Três Toques" não perdoamos.

Estou impressionada com a tua linguagem.

O Paulo evoluiu muito.

Estou outro. Desde que comecei a primeira daqui do "Três Toques" estou outro. Júlio, no próximo fim de semana vamos então ter essa grande clássica da Flandres, que tem toda uma história, a Flandres e a clássica, que eu estive a pesquisar. Fiquei muito impressionado. Já te passei a bicla. Força.

A bina.

E também se chamava burra. Nós em Africa chamávamos burra. Quando era miúdo.

Pastelaira nas rochas.

Bem, fosse lá o que fosse.

Mas vamos aqui.

São outros tempos.

São outras experiências.

É verdade. Vamos lá falar deste monumento que é este Tour da Flandres. Temos aqui um momento cultural, enfim, histórico, que também é preciso no "Três Toques", porque depois vamos falar de inutilidades. Este é o segundo de cinco monumentos que há durante a época do ciclismo. Vocês não levam isto a sério e as pessoas vão no carro: "Olha lá o ciclismo, também o que interessa isso?" Não é o que é que interessa. Isto é muito importante.

Mas se é o segundo de cinco, vamos chegar aos outros.

O primeiro foi o Milão San Remo. O segundo será o Paris-Roubaix, que eu até já contei a história aqui do Paris-Roubaix, daqueles dois que inventaram o Paris-Roubaix. Depois é o Liège-Bastogne e finalmente o chamado monumento Il Lombardia. É na Lombardia. Pronto, este é o de Flandres.

Ainda bem. Senão era uma confusão. Pronto, começamos bem. Eles olham uns aos outros.

Este é na Flandres.

Este é mesmo na Flandres. A primeira edição do Tour do Flandres foi no dia 25 de maio, lembro-me tão bem, de 1913. Havia só 37 ciclistas. Sabem quantos quilómetros eram? 324.

Eu vou pôr.

O que é que define estes monumentos? Os nossos ouvintes têm que saber.

Chama-se mesmo monumento, isto?

Monumento. No ciclismo são monumentos. O que define os monumentos?

Parece-me que é uma tradução mal feita, mas está bem.

Não é monumento, é o monumento. Cinco monumentos. São muitos quilómetros e é por estrada, por paralelo, estradas em terra, enfim, sobem, descem. São provas muito duras. E 324 quilómetros foi o primeiro. O primeiro vencedor fez o percurso em 12 horas, 3 minutos e 10 segundos. 12 horas na altura.

É impressionante.

E só chegaram ao fim, em 1913, 16 ciclistas. Isto foram dois belgas, um jornalista e um diretor de um jornal que inventaram esta prova. Em 1948 foi o maior pelotão de sempre, 265 corredores que lá estavam. O primeiro que estava a terminar, ainda os outros estavam a começar. A partir de 1930, a popularidade disto cresceu de tal maneira que tem milhares de pessoas na rua. Vocês no próximo domingo não queiram ver em direto, se não quiserem, não vejam. Cada um faz o que quiser. Mas depois podem puxar atrás só para vocês verem um bocadinho. É que aquilo é um espetáculo indescritível televisivo. Cresceu de tal maneira, milhares, que começou a levantar muitos problemas de segurança. Na Segunda Guerra Mundial, esta prova foi interrompida.

Foi a única que não parou.

Na Primeira Guerra interrompeu. Na Segunda não parou. Foi o único evento desportivo que não parou. O governo alemão colaborou na segurança para não parar este evento e, portanto, durante a Segunda Guerra Mundial, nos territórios que na altura ocupavam, não houve pausas. Tal a importância que o Tour da Flandres tinha.

Quantas folhas tens para ler?

Está quase a acabar.

Levei uma resma.

Não. Mas o resto é só para eu não me esquecer. Hoje já há a prova feminina também, desde 2004. São 155 quilómetros na prova feminina. Na prova masculina, eles têm 19 subidas, sete estradas em paralelo que têm que percorrer e vão ser 273 quilómetros. Na prova feminina, são 155 quilómetros.

Impressionante.

Se puderem ver, isto é um monumento mesmo. E é impressionante as milhões de pessoas que estão nas ruas. E os ciclistas depois passam por um corredor com as pessoas em cima dos ciclistas e é por isso que aquilo tem problemas de segurança, porque caem muito, porque são estradas muito duras. E estão lá os melhores ciclistas do mundo e vai estar um português também, que é o Rui Oliveira.

Boa sorte para o Rui Oliveira.

Boa sorte. Domingo é assim: querem ver, vêm. Não querem, também não vejam.

Tenho uma viagem prevista a Braga, mas sendo assim, já não vou.

Não vais. Então a partir de agora podemos ir embora, já não interessa mais nada?

Nada. Depois disto vocês quiserem falar de inutilidades, avancem.

Pois, não sei. Mas sabem, é porque eu descobri uma história que me chocou muito.

Então.

Ou então talvez não, se calhar não me chocou.

Temos que resolver isso, se está chocada.

Se calhar também não está chocada. Talvez sim, mas por outro lado, se calhar também não. Se calhar também não é assim muito surpreendente. Olha, nem sei o que penso. Mas Júlio-

Nem sabes?

Nem sei o que penso. Já não tenho a certeza se estou chocada ou não. Mas Júlio, o Neymar está lesionado, não vai jogar uns tempos, mas como tempo e dinheiro é coisa que não lhe falta, ele tem andado nos jogos online. Conta aqui aos nossos colegas se isto é razão para uma pessoa estar chocada ou não.

É, por acaso é. Quer dizer, é que estou como tu, é e não é. Já nem sei o que penso. Estou como aquele pugilista da semana passada que não sabia que terra era, é como nós.

Eu também ainda estou abananada.

O Neymar está de fora. Como todos os anos lesiona-se com gravidade e fica uns meses fora, é o costume. Normalmente é no Natal e no Carnaval. E depois no Natal ainda fica lesionado para não jogar para passar o Carnaval no Brasil. Isto ali no PSG.

Consegues provar isto em tribunal, Júlio? Estás a fazer afirmações gravíssimas.

Não, já vem isso nos jornais, está documentado. Mas isto não é nenhuma acusação, eu faz muito bem, cada um faz da sua vida o que quer.

Claro.

Claro.

E o que é que fez desta vez?

Desta vez está lesionado, não joga mais até ao fim da época e anda nos jogos online. E ontem perdeu em 60 minutos 1 milhão de euros. E então, ainda por cima, publicou um vídeo no YouTube ou lá onde é que é.

Crianças mudas nisso.

Crianças mudas nisso, claro. Um vídeo da reação dele a perder 1 milhão de euros, a fazer que chorava e ria. Vamos ouvir.

Vamos lá.

Vamos lá ouvir. Está ele a fazer de conta.

Está muito triste.

Está, perdeu 1 milhão de euros. É o Neymar.

Ele em campo também é assim, não é? Muito fiteiro.

É.

"Ai, caralho".

Não, não é nada. Calma.

Caralho.

Pronto, e então agora aqui o que vai dizer é em 60 minutos.

É um bom dia.

Vamos continuar a ouvir.

Pronto. É para vocês, isto depois continua e vai verem a cara do Neymar. Perdeu 1 milhão de euros em 60 minutos, nos tempos que correm.

Olha, isso nunca me ia acontecer.

A mim também não.

Ele fará do dinheiro dele o que quiser. Mas depois da publicação das redes sociais.

É chocada, não é?

Claro. É inacreditável isto. Também resta dizer que ele ganha 1 milhão de euros por semana, portanto basicamente perdeu uma semana.

Sim.

Este dinheiro até dá muitos juros, nem sequer perdeu uma semana.

Olha, e se falamos de Neymar e dinheiro aos milhões, também podemos falar de Cristiano Ronaldo.

Ora bem, vamos lá a isso.

Tem uma coleção de carros impressionante, um hobby baratinho. Desta vez o que eu vi o que ainda ninguém viu: o novo carro do craque português. Sim, ele conseguirá dar uso a todos, Juca? É a pergunta que se coloca.

Pois é. Depois do Neymar, o Cristiano Ronaldo, também cada um faz da sua vida o que quer e faz do dinheiro o que quer. Isso é assim. Cristiano Ronaldo foi jantar a Madrid com a Georgina, a querida Georgina. E foi no seu Bugatti Centodieci. Pronto, não interessa.

É um Bugatti.

É Centodieci, não é?

É um Bugatti.

Qual é a dúvida?

É o carro mais potente do mundo. Este carro só existem 10 no mundo.

De cor era azul, cinza, antebranco?

Branco.

Isso é muito discreto.

Mas estas informações são muito importantes para os nossos ouvintes, que eles querem saber disto. Vão agora no trânsito e tal.

Ia pensar se eu tivesse um Bugatti onde é que estava parado na mesma.

Isso não tinha as dúvidas que ninguém vai poder ter.

Depois escreve-se extenso, Centodieci.

É. Então informações muito importantes. Só há 10 no mundo. Faz 2,4 segundos para chegar aos 100 quilómetros.

Quanto?

Quanto?

Para chegar aos 100 quilómetros só precisa de 2,4 segundos. Aos 100 à hora. Aos 200 em seis segundos e aos 300 em 13 segundos. Também não é assim.

Olha que aqui em Portugal também não dava assim jeito nenhum.

Agora pergunta-se: para quê, se não se pode andar a mais de 120? Não é?

É.

Este foi construído-

Este argumento é um bocadinho.

Pois, também tens razão. Vamos lá nós. Construído para celebrar-

Os carros andam todos mais de 120.

O aniversário. Não, tem calma.

Com o que ele ganha, as multas não são nada para ele.

Andam todos. Todos estão a mais de 120 à hora.

Portanto, foi para celebrar o 110º aniversário desta construtora. Fizeram este carro, que o interior é todo feito à mão, e custou 8 milhões de euros este carro. E sabem quantos carros tem o Ronaldo?

Oito semanas de Neymar a jogar não conta nada.

Sabem quantos carros tem o Ronaldo?

Quantos?

20.

Ele sabe quantos tem?

Pois, aqui está cerca de 20. Também nem ele já sabe.

E 20 todos desta linha.

Não, 20 carros destes, todos. É um hobby, ele gosta de carros. Agora não sei como é que ele anda isto tudo. Exato. O Yucc.

O Yucc.

E nenhum é...

E as revisões?

Bem, revisões, manutenção.

O óleo para aquilo deve ser caríssimo.

Ele também não os usa muito, que ele não pode estar sempre a usar os carros.

Preocupa-me as pastilhas.

As pastilhas, exato, para os travões. Tens razão. Pronto.

Olha, e amanhã?

Notas de autor, amanhã vai ser um dia sensacional.

Não, para ti vai seguramente ser.

Eu não venho.

Para ti vai seguramente ser.

Eu vou-vos dizer, eu até acho que vou ficar em casa só para ouvir.

Não, não se faz isso. Como é que o Júlio lhe fez o outsourcing visto assim de uma maneira?

Assim de uma maneira. Então é assim.

Sem nos questionar.

A Carla Jorge vai-nos trazer histórias da Roménia, não é, Carla?

Vou, várias. Muitas histórias. Eles vão ocupar tanto tempo que eu não vou ter tempo para mim.

O Drácula é da Roménia, nasceu lá.

Mas que modalidade é que ele pratica?

Essas histórias contam?

Denta o alho.

Bem, eu não sei, estamos a ficar sem tempo.

Estamos, estamos.

O Paulo Ferreira vai viajar até ao Djibouti, o nosso enviado a África.

Começas tu amanhã.

Uma amiga minha, a Sofia, ouviu ontem e disse: "Eu ajudo-te nisso, porque Djibouti não é fácil".

E a Sofia já encontrou alguma coisa?

Já encontrou.

E a Maria João vai dar-

Se a Sofia quiser contribuir para a Roménia, eu também agradeço.

A Roménia já aqui.

Olha, mas diz à Sofia: "Costa Rica é quê?"

A Maria João vai dar um salto até à Costa Rica, que é mesmo aqui ao lado. Tudo tão perto. A não perder amanhã, nossos ouvintes, três toques. É um três toques de classe amanhã aqui na Rádio Observador. Finalmente, três toques vai ter classe.

Não, a sério.

Até nem digo mais nada.

Eu até faço aqui um acordo convosco. Vocês são os três. Hoje já estão aqui a dizer que vos enganei. Amanhã, a conferência de imprensa sou eu que faço os três temas, para vocês estarem concentrados nos três toques. Está fechado? Ou não querem? Também não querem? Eu também não faço. Não, eu faço a conferência, arranjo três temas para a conferência e vocês fazem os três toques. Não querem, não querem. Pronto.

Eu folgo amanhã, portanto fala com eles.

Não, deixa estar.

Então tens de estar. Fazem a conferência e eu três toques.

Amanhã que vai ser giro.

Amanhã é giro, era tu não folgares na conferência e fazeres por mim.

Pronto. Então não fazes?

Eu não faço nada. Amanhã quero desfrutar da vossa classe, da vossa capacidade e da vossa genialidade.

Enganados às nossas costas.