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Ora, bem-vindos a mais uma semana de "Três Toques" e hoje vamos começar por uma magna questão. Magna, grande. O tamanho importa ou não? Questão que toda a gente alguma vez se colocou.

Não.

Não se colocou ou não importa?

Não importa. Depende do desporto de que estamos a falar. Sempre a altura do jogador de basquete.

Da altura.

Também importa. Pode importar.

Claro, faz diferença.

Mas a performance é o mais importante.

A performance.

Há pequeninos que afundam bem.

Chegam muito longe. E o jornal Marca, espanhol, um jornal desportivo, fez uma reportagem, olhou para diferentes desportos e fez as médias de altura dos praticantes e havendo tendências, de facto, qualquer desportista ou qualquer pessoa pode escolher o seu desporto independentemente da sua altura. Claro que há certas posições dentro dos desportos, das modalidades, que pedem uma altura mínima. Sem surpresas, a média de alturas mais elevada encontra-se no basquetebol. Na NBA, a média é de 1,99 metro. Claro que isso depois varia dentro das posições, entre os postos e os bases, pode haver aqui diferenças, mas a média total é de 1,99 metro, portanto, é tudo rapazitos para o crescidote. A seguir, e até para surpresa de alguns, vem o boxe, na categoria de pesos pesados, com uma média de 1,94 metro, apesar de, por exemplo, Mike Tyson não ter sequer 1,80 metro e foi um dos campeões mais célebres de pesos pesados no boxe. Mas atualmente a média é de 1,94 metro. E não é só a altura, é também a corpulência que faz diferença. O mesmo se passa no futebol americano, é o terceiro desporto com a média mais elevada de altura, 1,88 metro. E aqui também não é só a altura, depois também é aquela corpulência.

O cabedal.

É, o cabedal, porque parecem autênticas locomotivas quando estão a correr e quando fazem aquelas placagens, o que é impressionante. A seguir, no ténis, e no ténis é uma tendência cada vez mais nítida, a altura média está em 1,85 metro. E vemos muitos jogadores da nova geração, já não é assim tão nova, mas Alexander Zverev, Daniil Medvedev, o próprio Jannik Sinner, todos muito altos, acima de 1,90 metro. Carlos Alcaraz, por acaso, anda no 1,80 e tal.

Baixinho.

Para a média atual. Eu acho que ele está dentro da média, mas há uma tendência para jogadores muito mais altos. Depois, surpreendentemente, vem o golfe, com 1,85 metro, podíamos pensar que seriam mais baixos. E depois disso, então vem o futebol e aí nós compreendemos que há aqui os jogadores com alturas muito diferentes, aliás, sempre foi um desporto em que os mais baixinhos às vezes são os que brilham mais. Basta pensar em Lionel Messi, Maradona, Chalana, tantos e tantos com muito talento e que não precisaram da altura. E depois vem o atletismo. Aqui havendo também diferenças entre o tipo de modalidade, de categoria dentro do atletismo. O ciclismo, a Fórmula 1 com 1,77 metro, eles têm de ser pequeninos para caberem lá dentro. Porque quase todos são, portanto, não é de estranhar que seja uma média pequena, baixa. E depois sim, ginástica desportiva é o último desporto em termos de média de altura, 1,66 metro, sendo que um dos campeões olímpicos do ano passado, creio que era tailandês, tinha 1,50 e pouco, e foi o medalhado mais baixo. E aqui varia também entre o tipo de aparelho que eles fazem ou o seu preferido, mas aqui até se recomenda que sejam baixinhos.

Mais ágeis.

Mais ágeis.

Mais leve para fazer aquelas cambalhotas todas.

Aqui não vemos ninguém com mais de 1,90 metro, não tem hipótese aqui. É uma reportagem muito interessante que está no jornal A Marca. E por falar aqui em alturas, vamos falar de Alejandro Garnacho, jogador argentino que foi dispensado por Ruben Amorim, agora está no Chelsea. Não tem brilhado por aí além, mas é só dentro de campo. E olhando para a altura dele, até nem é dos mais altos, até são um pouquinho ligeiramente abaixo da média. Tem 1,80 metro. Não é baixito, mas está abaixo da média. Mas isso não interessa quando se trata de conseguir grandes patrocínios por causa de, e aí é que está, ele usa muito bem a cabeça. É um rapaz que usa muito bem a cabeça, sobretudo para os penteados.

Ah, é? Para os penteados.

O penteado dele assim inspirado meio em Peaky B-

Isto é um bocadinho de gel.

Meio Harry Potter, meio Peaky Blinders. Ele tem feito sucesso com a sua imagem.

Este loiro não é dele, porque ele tem sobrancelhas, pestanas e o loiro é amarelo.

É artificial, é inteligência artificial, mas só para terem uma ideia, ele ganha qualquer coisa só em contratos de patrocínios com diferentes marcas, cerca de 12 mil € por dia. É o que fatura Garnacho.

Por marcas?

Marcas.

Mas por causa dos cortes de cabelo?

Da Nike também por causa do corte de cabelo. Ele é uma espécie de influencer do estilo.

Capilar.

Aliás, nós vemos muitos jovens hoje com cortes parecidos.

É, "Peaky Blinders".

É, "Peaky Blinders". E ele está a aproveitar muito bem. Por enquanto, tem ficado mais vezes no banco do Chelsea, portanto ainda não encontrou uma forma de conciliar o sucesso fora do campo com o sucesso no relvado, mas há de chegar lá. Ele que ganha, atualmente no Chelsea, €103 mil por semana.

A juntar aos 12 mil.

Aos 12 mil por dia em patrocínios.

É, ajuda.

Dá para ir ao cabeleireiro.

Compõe-se.

De vez em quando. Até dá para arranjar as unhas. Por último, hoje trago aqui o regresso do grande, do inimitável, do inigualável Jorge Jesus.

O que é que ele disse? Bichinha! Anda cá. I don't like cats.

I don't like cats.

Quem é que ele está a chamar?

Está a chamar uma gatinha.

Quando a gente não gosta, tem que ficar passando nas pernas. Uma gatinha pequenina.

Muito pequenina, que apareceu no relvado durante um treino do Al-Nassr.

Queres dizer que ele chama e ela vai mesmo na direção dele e roça-se nas pernas dele? Enquanto ele faz estalos.

Mas claro, isto é Jorge Jesus no seu melhor. "Bichinha, bichinha, mas eu não gosto." I don't like cats. Mais uma vez, ele a entrar no mundo do inglês e é sempre muito divertido quando Jorge Jesus resolve experimentar a língua de Shakespeare.

Aqui até não correu mal. Aqui foi limpinho.

Aqui foi limpinho. Quer dizer, havia aqui margem para se espalhar, visto que estamos a falar de uma gatinha. Imaginem que ele escolhia outra expressão para dizer gatinha.

Não se lembrou.

Não se lembrou, graças a Deus. Mas foi um momento bem divertido.

Descontraído.

Descontraído, até porque Jorge Jesus agora está a viver um momento muito positivo no Al-Nassr, que este fim de semana goleou 5-1 com João Félix a marcar um hat-trick, Cristiano Ronaldo a marcar um golaço. Eu acho que é o número 950 da carreira, só faltam 50 para chegar aos 1000. Portanto, está tudo na paz dos deuses.

Foi a gatinha que deu sorte.

Eu acho que foi a gatinha. E foi o Jorge Jesus que, apesar de não gostar de gatos, chamou-a com muita ternura e muita delicadeza.