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Vamos falar de um divórcio, de uma ligação que já tinha 77 anos.

Isso é bodas de argila.

Diamante. Já passou.

75 anos, não sei.

Já passou. A seleção, bodas de?

Nem A.

Brilhante.

Não, diamante.

Diamante. Então, mas são 77. Então já passou as bodas de diamante. Era a união entre a Adidas e a Seleção Nacional da Alemanha. Vai acabar. A Nike vai comprar. A Nike, logo a Nike. Onde é que isto vai parar? Mas a Adidas está a lidar com isto muito bem. Fez um vídeo para as redes sociais, onde juntou atuais e antigos jogadores da seleção alemã para escolherem o equipamento preferido ao longo desta história de 77 anos. Mas também vai haver uma surpresa: vai haver uma camisola especial para os últimos jogos, ainda com camisolas da Adidas, e no próximo jogo, que vai ser contra os Países Baixos, a Alemanha vai usar uma nova versão ou uma homenagem, um equipamento retro, a uma famosa camisola que eles utilizaram na meia final do Mundial de 1990 contra a Inglaterra. É uma camisola verde. Poucos se devem lembrar desta camisola. Quem viu o Mundial na altura, se vir novamente as imagens, lembra-se, mas foi uma camisola usada muito poucas vezes e foi usada naquela ocasião especial porque as duas equipes tinham equipamentos brancos, então a Alemanha usou o equipamento alternativo. É uma bela camisola, mas para mim, a minha preferida da Alemanha continua a ser o equipamento principal desse mesmo Mundial de 1990, que até acabou por dar sorte à Alemanha.

Que é um branco mais branco.

É um branco mais branco com o amarelo, o vermelho e o preto de lado. O resto é branco.

Como o quadro.

Branco, completamente branco.

E que deu origem a grandes discussões no teatro.

Como a lista branca.

Se olhares bem, são círculos brancos. É preciso ver com atenção. Vamos ficar à espera destes equipamentos, desta homenagem e deste equipamento retro para celebrar.

Na Alemanha é uma reforma estrutural.

É uma reforma estrutural.

A Alemanha está em grande transformação.

Eu começas te a falar, pensei: "Vão mudar pra Puma."

Puma, não.

Que a Puma nasceu, dois irmãos.

Exato, dois irmãos.

Adidas e tal.

Não, aqui vão mesmo para Estados Unidos.

Aliás, há uma cidade que está dividida ao meio, Adidas e Puma. Uma cidade alemã cujo nome é impronunciável.

Agora vem a Nike e toma conta de tudo.

Muito bem.

Vamos falar rapidamente dos Mundiais de Ciclismo, que estão a decorrer no Canadá, em Montreal. Já se realizou a prova de contrarrelógio e o vencedor foi o habitual Remco Evenepoel, ciclista belga. Venceu pela quarta vez o Mundial na categoria, na prova de contrarrelógio. É a primeira vez que um ciclista vence quatro vezes consecutivas esta prova. Havia mais dois ciclistas, Tony Martin, o alemão, e o suíço Fabian Cancellara, que já tinham conquistado quatro vezes o contrarrelógio, mas é a primeira vez que um ciclista vence por quatro edições consecutivas. Mérito aqui para Remco Evenepoel, que deixou no segundo lugar o italiano Filippo Gana, medalha de prata, e no terceiro, o francês Paul Seichas, que surpreendeu com uma bela participação neste contrarrelógio. Mas está se a falar muito, sobretudo no meio ciclista, nas redes sociais interessadas pelo ciclismo, na participação de dois ciclistas da Guiné-Bissau, em particular aquele que foi o primeiro a arrancar para a prova, Gil Gomes, ficou em último. Foi o primeiro a sair, mas foi o último, teve o pior resultado, mas está a ser uma estrela das redes sociais. Por quê? Para já, pela velocidade.

Por ter ficado em último.

Pela pouca velocidade. É verdade, mas também pelo equipamento. Enquanto ciclistas como Remco Evenepoel e quase todos os outros usam aqueles equipamentos especiais, aerodinâmicos, os capacetes para as provas de contrarrelógio, o ciclista da Guiné-Bissau estava com uma bicicleta perfeitamente normal, com um capacete perfeitamente normal, ou seja, não aqueles aerodinâmicos para os contrarrelógios, e tornou-se uma estrela. Acabou por ser uma estrela nas redes sociais. Muita gente a perguntar: "Ah, então, mas por que esses ciclistas que fazem tempos de amadores vão aos Mundiais?" Vão representar o país deles.

E vão muito bem.

E vão muito bem.

E depois desse estrelato todo.

Se calhar, são aqui os novos Vozinhas, mas do ciclismo. E o equipamento também tem dado muito nas vistas. Vamos ver se eles também têm um empurrão, pelo menos midiático, que já tiveram com esta participação nos Mundiais de Ciclismo.