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Está no ar o Vamos à Bola, o jornal de desporto da Rádio Observador. Hoje com edição do jornalista Miguel Pina Andrade. Muito bom dia, Miguel.

Olá, Carlos, bom dia.

Miguel, depois de um dia de descanso, o Mundial de Futebol está de volta e hoje ficamos a conhecer o primeiro finalista: Espanha ou França?

Os campeões europeus frente aos vice-campeões mundiais. Um duelo europeu nesta primeira semifinal do Campeonato do Mundo. Vai ser apenas a segunda vez que as duas seleções se defrontam em fases finais de mundiais. A primeira foi há 20 anos, nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de 2006, na Alemanha. Levou a melhor a França com uma vitória por 3 x 1. O último encontro foi no ano passado, nas meias-finais da Liga das Nações, um dos jogos mais impressionantes entre as duas seleções. A Espanha chegou a estar a vencer por 5 x 1. A França quase completou uma recuperação histórica nos minutos finais, mas o jogo acabou por cair pro lado da Espanha, por um resultado final em 5 x 4. Na antevisão à partida de hoje, o selecionador da Espanha destaca a qualidade dos quatro semifinalistas, que pela primeira vez na história, são os primeiros quatro classificados do ranking da FIFA.

Já sabes que nesta altura da competição há muitos candidatos para estarem nesta semifinal e a França era, obviamente, um desses candidatos. Em qualquer caso, estamos nos quatro primeiros lugares do ranking. Estar nas meias-finais de um mundial é muito difícil e duríssimo. Qualquer adversário é muito importante e individualmente tem grandes jogadores. Como equipa, somos todos muito poderosos. Acho que esta final está completamente em aberto.

O selecionador da Espanha, Luis de la Fuente, em entrevista ao podcast "El Larguero". O selecionador da França também já fez a antevisão ao duelo das meias-finais. Didier Deschamps admite que a Espanha é uma das favoritas ou a favorita à conquista do título.

A Espanha já confirmou o estatuto de favorita. Não quero pôr pressão ao Luis e à equipa. A Espanha sabe atacar e defender muito bem. Sabemos que pode ser um jogo espetacular. As duas equipas têm muita qualidade ofensivamente, e com esta qualidade temos que pensar que vai ser espetacular.

O treinador da seleção francesa, Didier Deschamps, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta noite. O França x Espanha começa às 20h, é no Estádio AT&T, em Dallas, no Texas.

E vai poder acompanhar aqui na Rádio Observador. Amanhã é a vez de Argentina e Inglaterra entrarem em campo num jogo que, Miguel, tem muito significado pras duas seleções.

A começar pelos míticos quartos de final do Campeonato do Mundo de 1986, em que a Argentina venceu a Inglaterra com gol de Diego Armando Maradona, a famosa "Mão de Deus". Mas a histórica rivalidade vai para além do futebol. Depois da vitória por 3 x 2 frente ao Egito nos oitavos de final, os jogadores argentinos entoaram cânticos sobre as Ilhas Malvinas, um território ultramarino britânico muito discutido com a Argentina. Este local foi palco de uma guerra entre os dois países em 1982. Este conflito que matou 649 militares argentinos e 255 militares britânicos. Vamos escutar, Carlos, um pouco dos festejos. Aqui conseguimos ouvir os jogadores a cantarem uma canção que diz: "Pelas Malvinas, pelo Diego e pela última de Leo". Além da guerra, a equipa também utiliza a memória de Diego Maradona e o fato de Messi estar a jogar o último mundial da carreira para repetir a conquista de há quatro anos no Catar. Aqui mostra-se, Carlos, o impacto que este conflito bélico tem nos argentinos.

Olhamos também para o início da época de clubes. Hwang In-beom, é difícil de pronunciar este nome, é dado como certo pela imprensa desportiva no Futebol Clube do Porto.

O médio sul-coreano de 29 anos atuou a época passada no Feyenoord, dos Países Baixos. O recorde diz que a SAD portista já tem um princípio de acordo com os representantes do médio sul-coreano. O jornal desportivo afirma que em cima da mesa está uma oferta de € 7 milhões. Os Dragões já garantiram duas contratações pra próxima época, depois do regresso do ponta de lança André Silva e da contratação do norueguês de 16 anos, Erik Granath. Ontem, a comitiva de 35 jogadores do Futebol Clube do Porto viajou pra Inglaterra. Vai realizar um estágio no St. George's Park até 18 de julho. O plano de trabalhos inclui um jogo particular frente ao Birmingham City, a porta fechada este jogo, no sábado de manhã.

Miguel, falamos agora do Sporting. Depois de perder o capitão Ulman, Francisco Trincão já está fechado no Al-Ahli e o emblema de Alvalade pode mesmo dizer adeus também a Pedro Gonçalves.

Trincão e Pote, dois jogadores que podem render aos Leões entre os € 65 e os € 70 milhões, no total de vendas que neste mercado já vai nos 140 milhões. Francisco Trincão e a SAD verde e branca já tinham falado sobre a possibilidade de um fim de ciclo em Alvalade, depois de quatro anos ao serviço do Leão. O jogador de 26 anos vai receber quatro a cinco vezes mais na Arábia Saudita, com ordenado entre os 11 e os 15 milhões de euros por ano. Vai custar aos cofres do Al-Ahli, clube que atua na Liga Saudita, € 45 milhões. Já Pedro Gonçalves recebeu também, através de Jorge Mendes, ofertas da Arábia Saudita para sair este verão. O negócio deve rondar os 20 e os 25 milhões de euros e pode avançar mesmo nos próximos dias. Para o comentador de desporto da Rádio Observador, Augusto Inácio, o Sporting está a encher os bolsos, mas a saída de vários jogadores importantes pode prejudicar no início da próxima temporada.

O Sporting está a ficar cheio de dinheiro, mas poucas certezas em relação àquilo que vai ser a próxima época. Ou seja, o Sporting tem ali uma sangria de jogadores importantes, que foram corpo da equipa em outras épocas, que fez do Sporting bicampeão e, neste caso, três vezes campeão. O Sporting contratou os jogadores, é verdade, mas vai ter aquela

Incerteza de que os jogadores se incorporem o mais rapidamente possível dentro da dinâmica daquilo que o Rui Barros pode querer, e isso pode demorar o seu tempo.

Análise do comentador de desporto da Rádio Observador, Augusto Inácio, no "E o Campeão É".

Pode ler mais sobre este tema no artigo assinado pelo editor de desporto do Observador, Bruno Roser. Pode ler no site do Observador. Miguel, há uma mudança de treinador no Minho, Carlos Carvalhal vai estar no comando técnico do Famalicão na próxima época.

O técnico de 60 anos regressa ao ativo, três anos depois de ter saído do Sporting de Braga, assina um contrato de uma temporada com a formação famalicense. Vai suceder a Hugo Oliveira, que ruma a França, vai treinar o Estrasburgo da primeira divisão francesa. Na cerimónia de apresentação, Carlos Carvalhal destaca que Vila Nova de Famalicão é uma cidade que gosta de ver bom futebol.

Sem dúvida nenhuma, é um clube que tem paixão, que tem adeptos que vibram, que gostam do clube. Aliás, testemunhas de João Mário, que foi jogador aqui no Famalicão, que é meu adjunto há uns anos, e ele disse-me sempre que o Famalicão é um clube em que as pessoas gostam muito de futebol, gostam muito do jogo, gostam muito do clube. Isto pra nós é muito importante também. Se fizermos um historial, tudo o que foi bem feito e muito bem feito, teve a ver também com a alma que andava à volta do clube. Nós não temos receio nenhum de nos ligarmos aos adeptos.

Os objetivos de Carlos Carvalhal na cerimónia de apresentação como novo treinador do Famalicão. Na primeira jornada da liga, a equipa minhota vai defrontar o Estoril Praia. E Carlos, a seleção norueguesa já regressou a casa e foi recebida por dezenas de milhares de pessoas em Oslo.

Imagino que numa festa absurda, não é?

Sim, foram recebidos como verdadeiros heróis nacionais, depois de alcançarem o melhor resultado da história em mundiais dos quartos de final. Perderam contra a Inglaterra. Quase 100 mil pessoas saíram à rua para receber os jogadores. A Praça do Palácio Real ficou lotada quando a equipa se apresentou aos adeptos.

E fizeram o quê? Imagino que tenham feito aquele famoso "hu", não sei como é que se diz.

Algo desse gênero. Também não somos noruegueses.

Exatamente.

É um gesto que imita os vikings e que se tornou a imagem de marca dos noruegueses neste mundial. Vamos escutar aqui.

Vamos ouvir.

Isso.

Muito bonito.

Sim, ouvimos aqui o momento, o príncipe herdeiro Haakon juntou-se ao momento, foi ele que marcou o ritmo a compasso com o tambor. O avançado Erling Haaland não participou nesta celebração pública, mas esteve presente, sim, na recepção oficial oferecida pelo rei da Noruega, o rei Haroldo V.

E trouxe várias coisas dos Estados Unidos, não é?

Como um guaxinim embalsamado.

E as botas de cowboy também. Mais uma bonita história nos mundiais de futebol. É muito mais do que apenas 22 jogadores atrás de uma bola. Termina assim mais uma edição do "Vamos à Bola" com o Miguel Pina Andrade.