Comissão Europeia

Durão: “Serei um homem livre a partir de 1 de novembro”

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Presidente da Comissão Europeia despede-se do cargo no final de outubro e rejeita concorrer às eleições presidenciais portuguesas em 2016. "Mereço umas férias da política", disse à BBC.

Durão Barroso deu uma entrevista à BBC onde abordou temas sensíveis como a Hungria, a crise financeira, o euro e as presidenciais portuguesas

Autor
  • Hugo Tavares da Silva

Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia, deu esta segunda-feira uma entrevista à BBC, na qual tocou em temas sensíveis como a liderança de Viktor Órban na Hungria, a crise financeira e as presidenciais em Portugal.

Questionado sobre as palavras de Órban, nas quais dizia que admirava países como a Rússia, Durão Barroso defendeu que a democracia fala mais alto naquele país do leste. “Se há problemas relativamente a questões de Direito, olharemos para esse assunto… mas o primeiro-ministro Órban foi eleito democraticamente”, começou por dizer. “Estou certo de que as autoridades húngaras respeitam os princípios da democracia. Não tem nada a ver com a Hungria que teve um regime totalitário. Estou em desacordo com a ideia de que os europeus são piores agora do que antes. Isso não é verdade. A Europa é mais forte hoje. Os americanos, chineses e russos olham para nós porque nos estamos a tornar numa potência continental.”

A crise financeira que abanou a Europa em 2008 também foi um dos temas abordados nesta entrevista ao canal britânico. “Lembro-me que muitos vaticinaram o fim do euro e o colapso da União Europeia, mas aqui estamos nós. Não estamos, certamente, ao nível que gostaríamos. Há muito para fazer, mas mostrámos a nossa resiliência e a forças integradoras estão mais fortes”, explicou.

O português mostrou-se ainda orgulhoso do seu percurso à frente da Comissão Europeia. “Fiz o meu melhor. Não digo que foi tudo perfeito. Penso que as pessoas razoáveis reconhecerão que, nestas circunstâncias, manter 28 países unidos e manter o euro unido é um bom trabalho. A Europa está hoje mais unida e aberta. (…) Não digo que tenha sido tudo perfeito, mas, comparando com outras partes do mundo, a Europa é das zonas mais decentes”

E terá em mente entrar na corrida às presidenciais portuguesas em 2016? “Não vou concorrer. Tenho quase 30 anos seguidos sem interrupção na política. (…) Penso que preciso, ou mereço, uma pausa da política. Serei um homem livre a partir de 1 de novembro”.

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