Caso José Sócrates

“Presos políticos nunca mais”: Mais de 100 pessoas apoiam Sócrates junto à prisão de Évora

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Mais de 100 pessoas da zona da Covilhã estão concentradas, hoje à tarde, junto à prisão de Évora, numa manifestação de solidariedade para com o ex-primeiro ministro.

NUNO VEIGA/LUSA

Mais de 100 pessoas da zona da Covilhã estão concentradas, hoje à tarde, junto à prisão de Évora, numa manifestação de solidariedade para com o ex-primeiro ministro, que ali se encontra detido preventivamente.

“Presos políticos nunca mais” e “Sócrates amigo, o povo está contigo” são duas das frases entoadas pelos apoiantes, concentrados junto ao portão da cadeia, onde José Sócrates está em prisão preventiva há dois meses, desde a madrugada de 25 de novembro de 2014.

Ao Jornal do Fundão, José Pinho disse estar a tentar que “pelo menos o Edmundo Pedro, que dada a idade, fez um grande sacrifício físico” para ir até Évora, pudesse ver o ex-primeiro-ministro. O mesmo jornal acrescenta que se contam mais de 300 manifestantes da Covilhã, Castelo Branco e Guarda, mas também de Lisboa, que se deslocaram em dois autocarros e vários automóveis, desfilando “entre a praça Ícaro e o Estabelecimento Prisional com palavras de protesto contra a prisão preventiva” do ex-primeiro-ministro.

Captura de ecrã 2015-01-25, às 16.37.44

Com muitas pessoas com cravos e rosas, que depositaram no muro da prisão, junto às letras que compõem a palavra “Évora”, os participantes na ação solidária entoaram a canção “Grândola, Vila Morena”.

A iniciativa foi organizada por um empresário da Covilhã, José António Pinho, “amigo de longa data” de José Sócrates, que apresentou a ação como “uma onda de solidariedade, absolutamente apartidária, pacífica e respeitadora”.

José Sócrates cresceu e iniciou o percurso profissional e político na cidade da Covilhã, da qual recebeu a Chave da Cidade e a Medalha de Ouro de Mérito Municipal no dia 20 de outubro de 2014.

José Sócrates foi detido a 21 de novembro, no aeroporto de Lisboa, depois de uma viagem desde Paris, e está em prisão preventiva, na cadeia de Évora, desde a madrugada de 25 de novembro de 2014. O ex-chefe do Governo socialista está indiciado de branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e corrupção.

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