Acidente Ferroviário

Confronto com revisor de comboio antes da morte de jovens na Maia

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Uma testemunha que estava presente no momento em que se deu o acidente que vitimou três jovens na Maia dá mais pormenores sobre o ocorrido: extintores, pedras e fuga antes do atropelamento.

ESTELA SILVA/EPA

Uma testemunha que estava presente no comboio parado no apeadeiro de Águas Santas, na Maia, enquanto os três jovens que acabaram por ser colhidos por outra composição pintavam as carruagens, veio dar novas informações e novos pormenores sobre o sucedido na noite de segunda-feira.

À RTP, Miguel Toreia conta que os jovens estavam a tentar impedir o andamento do comboio, mantendo a porta aberta. A isto, o revisor respondeu lançando espuma de um extintor em direção aos graffiters que, por sua vez, responderam com pedras. E foi nesse momento em que o acidente aconteceu.

“Vimos lá os jovens encapuçados com uma venda na cara. Só se viam os olhos mesmo. O revisor ao aperceber-se do que eles iam fazer – supostamente graffitar – entrou na cabine e pegou num extintor e arremessou com a espuma contra os jovens. Eles simplesmente abriram a porta para o lado de fora de modo a que o comboio não andasse – porque é impossível o comboio andar com a porta aberta”, conta a nova testemunha. Mas o confronto não se ficou por aqui, porque depois de “o revisor mandar a espuma eles começaram a atirar pedras, inclusive para o lado onde eu estava – no vidro, duas foram mandadas por eles – o revisor continuou e, no momento em que eles se afastaram da espuma, passa um comboio.”

Sobre o ambiente vivido durante estes momentos, Miguel descreve uma situação de pânico e de muito nervosismo: “Sabe que estamos numa altura em que o terrorismo…”. Mas num primeiro momento, as pessoas presentes na carruagem até pensaram que tudo se tratava de um “assalto, mas depois quando vimos… Eles não entraram sequer, mas muita gente no comboio, pelo menos na minha carruagem, todas estavam assustadas, e muitas eram raparigas já a tremer por todos os lados. Uma era, inclusive, asmática e estava já a sentir-se mal, não tinha a bomba com ela”.

Apesar de tudo, a testemunha refere que ainda não foi ouvida pelas autoridades. Segundo a RTP o maquinista da composição já falou com a PSP onde referiu que viu uma nuvem de fumo na altura dos acontecimentos. Já a CP reagiu afirmando que vai colaborar com a investigação garantindo também que estará sempre ao lado dos seus trabalhadores, que cumprem o seu dever.

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