“Se não foi compreendido, foi um erro.” Catarina Martins assumiu este sábado, à entrada para a sessão de encerramento do 13º Congresso da CGTP, que o polémico cartaz do Bloco de Esquerda, em alusão à aprovação da lei de adoção de casais do mesmo sexo, foi “um erro”.
A líder do Bloco de Esquerda — atualmente, a terceira força política em Portugal — admitiu aos jornalistas que a campanha queria apenas assinalar uma conquista social, embora a mensagem não tenha sido compreendida:
Nós quisemos assinalar uma conquista muito importante no campo da igualdade. Uma das formas de o fazer foi a tradução de um slogan do movimento internacional cristão pela igualdade. Não foi compreendido e como não foi compreendido, é um erro”.
Catarina Martins assumiu ainda a responsabilidade pela divulgação do cartaz na passada quinta-feira, cujo o slogan dizia “Jesus também tinha dois pais”.
“Tudo o que se passa no Bloco passa pela direção. O que significa que, naturalmente, passa por mim”, admitiu a líder do partido.
Ainda assim, a bloquista relativizou a polémica e garantiu que, como os cartazes não foram colados, “não podem ser retirados”. Já antes o Bloco de Esquerda tinha explicado que as imagens em causa foram criadas apenas para circularem nas redes sociais e que nunca houve o objetivo de chegarem à rua na forma de cartazes públicos.