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Autárquicas 2017

Autárquicas: PSD já fechou 99 coligações com o CDS-PP, mais do que há quatro anos

O PSD anunciou esta sexta-feira que já fechou 99 coligações autárquicas com o CDS-PP e espera chegar às 140 com este partido e outras forças políticas, contra as 94 das eleições de 2013.

O coordenador autárquico destaca que o PSD vai apostar "na renovação e diversificação" nas autárquicas que se realizarão no outono

ESTELA SILVA/LUSA

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  • Agência Lusa

O PSD anunciou esta sexta-feira que já fechou 99 coligações autárquicas com o CDS-PP e espera chegar às 140 com este partido e outras forças políticas, contra as 94 das eleições de 2013.

De acordo com informação divulgada na ‘newsletter’ diária do partido, este ano os sociais-democratas “estão disponíveis para estabelecer acordos de coligação com CDS-PP e outros partidos em cerca de 140 concelhos”, estando já fechadas 99 coligações com o CDS-PP. “Em 2013, o PSD estabeleceu 94 coligações com o CDS-PP e outros partidos, das quais 87 foram apenas com os centristas”, refere o partido.

Ainda segundo a ‘newsletter’ social-democrata, em 2013, “houve quatro cabeças de lista do CDS-PP e, para 2017, estão já fechados seis”. Na ‘newsletter’, o PSD reclama ser “um dos partidos com o processo autárquico mais avançado”.

A Comissão Política Nacional reúne amanhã, terça-feira, prevendo-se que sejam homologados mais de 160 candidatos. Em 308 concelhos, ficam a restar apenas cerca de 40 candidaturas, entre as quais as relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira”, precisa o PSD.

“Estamos à frente no ponto de partida, mas o mais importante é que ele constitua um bom prenúncio para o ponto de chegada, em outubro”, refere Carlos Carreiras, coordenador autárquico nacional do partido. De acordo com Carlos Carreiras, o PSD terá em breve “mais de 260 candidaturas homologadas”, número a que ainda nenhum partido chegou, e “um número de coligações consideravelmente superior ao do último ciclo autárquico”.

“Isto revela um esforço de convergência e de união, de obliteração de diferenças e de privilégio de confluências”, refere o coordenador autárquico, que salienta que o PSD “tem programas, estratégias e equipas para todos os concelhos”. “Isto revela uma forma séria e verdadeiramente social-democrata de fazer política”, acrescenta.

Lembrando que o objetivo do partido sempre foi concluir o processo autárquico até 31 de março, Carlos Carreiras refere que houve críticas de que o calendário estaria errado “porque demasiado tardio”. “Não só os nossos adversários alteraram os seus calendários, aproximando-se ou até ultrapassando o nosso, como chegamos a este ponto com muito mais trabalho de casa feito”, vincou.

Pedindo “uma grande maré laranja em outubro”, o coordenador autárquico do PSD afirma ainda que, terminado o processo de homologação de candidaturas, é “tempo de os sociais-democratas baterem a cada porta e conquistarem cada voto”.

Sobre as críticas ao processo autárquico no partido, Carlos Carreira sublinha que quem decide os resultados “não são os comentadores, mas os concidadãos”. “Já tantas, e tantas vezes, nos quiseram derrotados nos jornais e nas TV e nós, todavia, fomos vencedores nas urnas”, responde.

O coordenador autárquico destaca também que o PSD vai apostar “na renovação e diversificação” nas autárquicas que se realizarão no outono. “Se muitas das nossas candidaturas já são lideradas por novos protagonistas, quando se olhar para as listas no seu todo – para as equipas que são hoje tão decisivas na governação municipal – veremos muitas caras novas”, refere.

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