Agricultura

Chineses introduzem em São Tomé cultivo de milho modificado para ração animal

Uma equipa de técnicos agrícolas chineses está a introduzir em São Tomé e Príncipe o cultivo de milho transgénico para ração animal, procurando diminuir a dependência alimentar do país.

Esses são os primeiros passos da cooperação sino-são-tomense no domínio da agricultura e pecuária

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Uma equipa de técnicos agrícolas chineses está a introduzir em São Tomé e Príncipe o cultivo de milho transgénico para ração animal, procurando diminuir a dependência alimentar do país em relação ao exterior.

Em declarações aos jornalistas, Hou Xiaoping, chefe da missão agrícola chinesa em São Tomé e Príncipe, explicou que, nesta primeira fase, a cultura está a ser feita no campo hortícola de Mesquita no centro da ilha de São Tomé, situada a pouco mais de cinco quilómetros da capital.

As sementes do milho híbrido para a produção de ração já germinaram. Os chineses estão a ensinar técnicos são-tomenses e alunos finalistas do curso de agronomia como se deve combater as pragas.

“Deve-se reforçar os trabalhos de controlo e prevenção. Devemos aplicar pesticida periodicamente”, disse Hou Xiaoping.

Em junho os chineses esperam colher oito toneladas do milho híbrido numa área de seis hectares.

O chefe da missão agrícola chinesa sublinha que a produção de ração é fundamental na suinicultura.

“São Tomé e Príncipe tem boas condições para desenvolver a agricultura e pecuária e ração para animais”, explicou.

A introdução da cultura de milho modificado inclui-se nos projetos-pilotos que os chineses estão a implementar em São Tomé e Príncipe depois de os dois países terem restabelecido relações diplomáticas em finais de dezembro, após um longo período de 19 anos sem laços diplomáticos.

Nos próximos dias, deverá juntar-se a essa equipa um médico veterinário e um produtor de biogás para reforçar a equipa que, durante um ano, vai trabalhar com técnicos são-tomenses no setor agropecuário.

Na comunidade de Água Izé, os chineses estão a experimentar o cruzamento de cerca de uma dezena de porcos nacionais com a raça “melori” da Inglaterra.

O objetivo é aumentar a produção de carne no mercado para garantir a segurança alimentar e nutricional da população.

“Os porcos de são Tomé pesam no máximo entre 40 e 50 quilos e isso faz com que haja uma baixa de produção de carne e um elevado preço da carne de porco a nível nacional”, explicou o técnico chinês.

“Queremos utilizar as vantagens do cruzamento entre os porcos de são Tomé e Príncipe e da Inglaterra”, acrescentou.

Esses são os primeiros passos da cooperação sino-são-tomense no domínio da agricultura e pecuária.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Barrigas de Aluguer

Por quanto se vende um filho?

Domingos Freire de Andrade

Não é aceitável que uma mulher transporte durante 9 meses uma criança que nasce com duas mães, sendo separada à nascença da única pessoa que conheceu até esse momento.

IPSS

Raríssimas, uma história de subdesenvolvimento

Helena Garrido
433

Num país desenvolvido as instituições teriam funcionado e a Casa dos Marcos teria sido fiscalizada. Nenhum país enriquece sendo como vimos que Portugal é no caso Raríssimas. Enriquecem algumas pessoas

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site