António Guterres

Guterres apela aos países para que continuem envolvidos no Acordo de Paris

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu que a luta contra o aquecimento global não pode parar, apelando a todos os países que se "mantenham envolvidos" no Acordo de Paris.

Portugal ratificou o acordo de Paris em 30 de setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo

PATRICK SEEGER/EPA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu esta sexta-feira que a luta contra o aquecimento global não pode parar, apelando a todos os países que se “mantenham envolvidos” no Acordo de Paris, apesar da retirada dos Estados Unidos.

“As alterações climáticas são inegáveis e uma das maiores ameaças para o mundo atualmente e para o futuro do nosso planeta. Não podemos parar a ação no que diz respeito ao clima e apelo aos países do mundo inteiro que mantenham o foco, que continuem empenhados nos acordos de Paris para benefício de todos nós”, afirmou o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) aos jornalistas à margem do Fórum Internacional de São Petersburgo, na Rússia.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira a retirada dos EUA do Acordo de Paris — assinado em 2015 por quase 200 países e ratificado por 147 -, dizendo que este pacto coloca em “permanente desvantagem” a economia e os trabalhadores norte-americanos, tendo proposto renegociar um “melhor” e “mais justo”.

No que diz respeito à sociedade norte-americana, estou profundamente convencido de que os estados, as cidades, a comunidade empresarial, a sociedade civil irão continuar empenhados e apostarão na economia verde, porque é a economia do futuro”, acrescentou António Guterres. “Aqueles que apostarem nos acordos de Paris e na economia verde serão aqueles que terão um papel importante na economia do século XXI”, concluiu.

Portugal ratificou o acordo de Paris em 30 de setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo.

O acordo histórico teve como “arquitetos” centrais os Estados Unidos, então sob a presidência de Barack Obama, e a China, e a questão dividiu a recente cimeira do G7 na Sicília, com todos os líderes a reafirmarem o seu compromisso em relação ao acordo, com a exceção de Donald Trump.

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