Estados Unidos da América

Banqueiro mais poderoso do mundo diz que é embaraçoso ser norte-americano no estrangeiro

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O presidente do JPMorgan, Jamie Dimon, diz sentir um "quase um embaraço" quando viaja e ouve "as merdas estúpidas" com que os americanos têm de lidar no seu país.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O presidente do maior banco norte-americano, o JPMorgan, considerou ser “quase um embaraço” ser um americano a viajar no estrangeiro e ter de lidar com o que se passa nos Estados Unidos, segundo as agências de notícias.

“É quase um embaraço ser um cidadão americano a viajar pelo mundo e ouvir as merdas estúpidas com que temos de lidar neste país”, disse Jamie Dimon.

Durante uma conversa ao telefone com analistas para apresentar os resultados do segundo trimestre, marcados por um lucro de 7.000 milhões de dólares, Jamie Dimon argumentou que os maiores bancos norte-americanos estão a crescer desde a crise financeira, apesar da “estupidez” de Washington e acrescentou que ainda cresceriam mais se os decisores políticos tomassem “decisões inteligentes”.

De acordo com Dimon, que é membro do conselho empresarial do Presidente Donald Trump, “em algum momento vamos ter de nos organizar ou então não vamos conseguir fazer aquilo que é suposto fazermos pelo americano comum”.

Conhecido por falar muito abertamente sobre a economia norte-americana e sobre as políticas de regulação do setor financeiro, nas quais o JPMorgan, enquanto maior banco, é sempre um dos principais visados, Jamie Dimon defendeu um conjunto de reformas em investimentos em infraestruturas, reforma fiscal para as empresas, melhor educação e iniciativas na área da litigância empresarial.

“Vou ser um disco quebrado até que isto seja feito”, disse aos analistas, argumentando que os países como a Índia ou a Irlanda percebem melhor como as políticas podem ajudar os cidadãos normais, ao passo que os Estados Unidos estão encalhados em burocracia e impasses”.

No seguimento da crise financeira mundial, os bancos foram obrigados a deter mais reservas de capital, mas Dimon considerou que se os bancos tivessem mais liberdade para direcionar o capital que têm, haveria mais dinheiro disponível para as empresas, incluindo as pequenas empresas e as startups.

“Apesar de termos este grandioso sistema de iniciativa empresarial livre, já não o percebemos“, lamentou.

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