Economia

Agricultores esperam que sejam travadas alterações ao regime simplificado

A Confederação dos Agricultores de Portugal espera que sejam travadas alterações ao regime simplificado de IRS, considerando que o que está proposto representa "uma catástrofe" para os agricultores.

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Confederação dos Agricultores de Portugal espera que sejam travadas as alterações ao regime simplificado de IRS, considerando que o que está proposto no Orçamento do Estado para 2018 representa “uma catástrofe” para os agricultores.

“O que está previsto ao nível do regime simplificado para os agricultores é uma catástrofe”, afirmou esta sexta-feira o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa.

O responsável falava aos jornalistas à margem de uma reunião do conselho consultivo da CAP de Trás-os-Montes, que juntou, em Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços, dirigentes associativos regionais.

“Nesta região, onde entre cerca de 80 a 90% dos agricultores estão abrangidos pelo regime simplificado, estes ficarão numa situação muito complicada em termos daquilo que será o agravamento fiscal em termos de IRS”, salientou o dirigente.

Enquanto em Lisboa se discutia na generalidade o Orçamento do Estado para 2018, em Trás-os-Montes, Eduardo Oliveira e Sousa alertava para os impactos que as alterações previstas ao regime simplificado podem ter nos agricultores e disse acreditar que esta questão será resolvida em sede de debate na especialidade da proposta de OE.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, reconheceu que as alterações propostas ao regime simplificado de IRS levantam um “problema” e garantiu que está disponível para mudar.

“Tenho esperança que tenha sido talvez um pouco de falta de atenção na forma como o assunto foi pensado e que agora seja feita a alteração que permita recuperar a situação que estava em vigor”, frisou o presidente da CAP.

É que, a concretizar-se esta alteração, há agricultores que poderiam ver o seu “IRS aumentar 400 ou 500%”. “Isto não é pensável”, sustentou Eduardo Oliveira e Sousa.

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