Governo

Ministra do Mar diz que é tempo para que novo terminal de cruzeiros de Lisboa “cumpra objetivos”

Ana Paula Vitorino afirmou que é tempo de o novo terminal de cruzeiros de Lisboa "cumprir os objetivos para que foi criado". A nova plataforma envolve um investimento de mais de 70 milhões de euros.

A ministra do Mar esteve na inauguração do novo terminal com o primeiro-ministro e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa

NUNO FOX/LUSA

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse esta sexta-feira que o novo terminal de cruzeiros de Lisboa, inaugurado esta manhã, é uma “missão cumprida”, pelo que agora é preciso que esta infraestrutura “cumpra os objetivos para que foi criada”.

“Hoje começa uma nova missão, uma nova fase de exigência”, ou seja, “fazer com que o novo terminal de cruzeiros de Lisboa cumpra os objetivos para que foi criado, atraindo mais navios e mais passageiros de cruzeiros, designadamente em operações ‘turnaround’, para a cidade de Lisboa”, disse a ministra na sua intervenção durante a cerimónia de inauguração da infraestrutura.

O novo terminal envolve um investimento total de mais de 70 milhões de euros, 54 milhões que foram responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APL), e 23 milhões resultantes do contrato de concessão para a construção, operação, financiamento e transferência, por um período de 35 anos, com a “Lisbon Cruise Terminals”.

Sobre o negócio, a ministra salientou que “não envolve qualquer risco para o setor público”, uma vez que “é o parceiro privado que assume integralmente o risco associado à construção, operação e financiamento do novo terminal de cruzeiros”.

Na opinião de Ana Paula Vitorino, o projeto do arquiteto Carrilho da Graça é “uma obra de arte urbana que vem valorizar o coração da cidade e da sua artéria principal, o rio Tejo”, e que permitirá colocar a capital “entre os portos mais bem servidos”, a “primeira liga dos principais portos de cruzeiros a nível mundial”.

A responsável vincou também que este dia é o marco da intervenção na área ribeirinha.

Mostrando-se convicta de que o ordenamento do território deve ser responsabilidade municipal, Ana Paula Vitorino advogou que “é possível conciliar a promoção da economia do mar com o respeito democrático dessas competências”.

Durante a sua intervenção, a ministra adiantou também que no ano passado o impacto direto dos cruzeiros na economia portuguesa foi de “cerca de 30 milhões de euros”, sendo que foram recebidos no porto de Lisboa “cerca de 523 mil passageiros”.

Assim, a governante vincou que esta é “inquestionavelmente uma mais-valia para a economia nacional e da região de Lisboa”.

O novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia foi inaugurado hoje, apesar de já estar em funcionamento desde setembro, cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e dos ministros do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Economia, Caldeira Cabral. No exterior ainda era notória a necessidade de pequenos acabamentos.

A infraestrutura inclui um edifício com 13.800 metros quadrados em três andares e tem capacidade para receber 800 mil passageiros por ano.

Também estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, os vereadores Duarte Cordeiro e Manuel Salgado, e a presidente da Administração do Porto de Lisboa, Lídia Sequeira.

A par da ministra, intervieram também o primeiro-ministro, o presidente da ‘Lisbon Cruise Terminals’, Luís Miguel Sousa, e o diretor executivo da ‘Global Ports Holding’, Emre Sayin, a par do presidente da Câmara de Lisboa.

Falando aos presentes, Fernando Medina afirmou que este investimento “vai permitir crescer mais” e “reforça a base económica da cidade e da região”, permitindo “uma mudança do que é o papel de Lisboa”, e que a cidade “seja também um porto de partida de cruzeiros”.

Questionado no final da cerimónia sobre a oferta de transportes naquela zona da cidade, o presidente do município referiu que a localização do terminal permite a “deslocação das pessoas a pé até ao centro da cidade”, situação que a Câmara “quer incentivar e dinamizar”.

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