O último disco gravado pelo guitarrista de flamenco Paco de Lucía, falecido em fevereiro passado, é editado hoje, anunciou hoje a discográfica Universal Music.

O álbum, o 27.º da carreira do guitarrista, intitula-se “Canción Andaluza” e foi “o último disco que o mestre do flamenco deixou pronto”, segundo a mesma fonte.

“Canción Andaluza” é “um testemunho histórico, em que Paco grava oito clássicas coplas andaluzas que nunca antes tinha tocado, mas que fizeram parte das suas recordações de infância, como ‘María de la O’, ‘Ojos Verdes’ e ‘Señorita'”, lê-se no mesmo comunicado.

O fadista Carlos do Carmo, que era amigo e admirador do músico espanhol, afirma, citado pela editora, que este é um disco “irrepetível” e identifica, numa das canções, referências da guitarra portuguesa.

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Paco de Lucía (Paco é o diminutivo espanhol de Francisco e Lúcia era o nome da mãe, natural de Castro Marim, no Algarve) atuou diversas vezes em Portugal, a última das quais em 2007, quando apresentou o álbum “Cositas Buenas”, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Em 1981, o músico editou um álbum intitulado “Castro Marim”, de homenagem às raízes portuguesas e, em 2005 — a 20 de agosto de 2005 -, quando tocou na vila algarvia, tratou os espetadores portugueses por “primos”.

Galardoado em 2004, com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, recebeu, no mesmo ano, um Grammy Latino para o Melhor Álbum de Flamenco, o Prémio Nacional de Guitarra de Arte Flamenco, a Medalha de Ouro Mérito das Belas Artes 1992, o Prémio Pastora Império e o Prémio da Música em 2002.

O músico, que foi considerado “um génio” pela crítica especializada, morreu aos 66 anos em Cancún, no México, no passado dia 26 de fevereiro.