A Organização Mundial de Saúde (OMS) escreve num comunicado que entre 29 de maio e 01 de junho, 37 novos casos de infeção e 21 novas mortes foram registados na Guiné Conacri, país onde em janeiro deflagrou a atual epidemia de ébola. O número cumulativo de casos atribuíveis à doença na Guiné Conacri era, a 01 de junho, de 328 (193 confirmados, 80 prováveis, e 55 suspeitos) incluindo 208 mortos. Outras 604 pessoas estão a ser monitorizadas no país por terem tido contacto com doentes, acrescenta a OMS.

Na Serra Leoa, 13 novos casos (três confirmados e 10 suspeitos) foram registados no período de 29 de maio a 01 de junho, durante o qual não houve informação de mortes. O total de casos no país aumentou assim para 79 (18 confirmados, três prováveis, e 58 suspeitos), incluindo seis mortos. Já hoje, a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras anunciou que desde o fim de maio informações preliminares recebidas do ministério da Saúde da Serra Leoa apontam para mais quatro mortos, em Koindu, no distrito oriental de Kailahun, situado perto da fronteira com a Guiné Conacri.

Na Libéria registou-se um caso suspeito que acabou por morrer, estando em investigação o número total de casos. A OMS continua a apoiar as medidas preventivas e de controlo nos países afetados pela epidemia de ébola, mas não recomenda quaisquer restrições às viagens para a Guiné Conacri, a Libéria ou a Serra Leoa.

O vírus do Ébola provoca uma febre hemorrágica caracterizada por vómitos, diarreia, dores musculares e, em casos graves, a falência de órgãos e hemorragia interna incontrolável. Pode ser transmitido pelo sangue e outros fluidos corporais, bem como através do manuseamento de cadáveres de animais infetados ou contaminados, conhecidos como transmissores da doença.

O aparecimento da doença foi descrito pela OMS como um dos mais desafiantes desde a descoberta do vírus em 1976 no então Zaire, atual República Democrática do Congo.