Vários países europeus expressaram hoje a sua oposição ao projeto de orçamento da Comissão Europeia para 2015, especialmente pela falta de margem para eventuais imprevistos e pelo aumento de 4,9% da despesa.

Durante a reunião do Conselho de ministros das Finanças da União, o ministro holandês, também presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou que um aumento de quase cinco pontos na despesa, de quase 142 mil milhões de euros, não pode ser considerado como “moderado” e apontou-o como “inaceitável”.

O projeto de Orçamento, que irá ser negociado já durante a presidência italiana da União Europeia, que começa em julho, inclui mais de 145 mil milhões de euros em compromissos, o montante máximo com que se pode comprometer a União num exercício fiscal e que representa um aumento de 2,1% face a 2014.

No mesmo sentido da intervenção do ministro holandês, o Reino Unido, a Alemanha e a Suécia expressaram críticas à proposta apresentada pelo comissário europeu do Orçamento, o polaco Janusz Lewandowski.

Wolfgang Schäuble, ministro alemão, advertiu sobre as previsões de crescimento e emprego, enquanto o seu homólogo sueco, Anders Borg, manifestou “preocupação pela falta de margem de segurança” no que respeita aos tetos de despesa.

O projeto de Orçamento apresentado pela Comissão prevê um aumento de 4,2% nos compromissos (66,7 mil milhões de euros) e de 7,7% na despesa (67,2 mil milhões), além de um aumento substancial das verbas para a competitividade.