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Miguel Gaspar, 54 anos, era jornalista desde 1986. Começou a sua carreira no Correio da Manhã, transferiu-se para o Diário de Notícias em 1990, passou um período, em 2000 e 2004, a dirigir a TSF online, e mudou-se para o Público em 2007. Neste último jornal começou por ser editor da secção Mundo, passando a director-adjunto no final de 2009. Era esse o cargo que ocupava actualmente. A sua experiência nestes dois diários levava-o a dizer que um dia acabaria por escrever uma tese sobre os dois – não teve tempo. A doença fatal manifestou-se há apenas alguns meses, mas evoluiu de forma fulminante.

Nasceu em Lisboa, estudou no Liceu de Oeiras e, depois, cursou Filosofia na Universidade de Lisboa, foi muitos anos crítico de televisão, trabalho que lhe mereceu, em 2005, o prémio de Crítica de Televisão da Casa da Imprensa.

No pequeno auto-retrato que fez para o site do Público, terminava dizendo que “gostava de saber onde é que o jornalismo vai aterrar no futuro”. Só que, acrescentava, “isso é outro filme”.

Miguel Gaspar tinha dois filhos, João, de 20 anos, e Tiago, de 19 anos. O seu corpo estará a partir das 16h de domingo na igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. A missa de corpo presente será às 16h30 de segunda-feira, dia 23, sendo celebrada pelo sacerdote e poeta José Tolentino de Mendonça. A seguir o corpo será cremado no cemitério de Barcarena.

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