A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter levado a cabo o seu segundo teste de mísseis balísticos, num lançamento supervisionado pelo líder Kim Jong-Un, ocorrido nas vésperas da visita do Presidente chinês à Coreia do Sul.

O exército da Coreia do Sul revelou que, este domingo, a Coreia do Norte levou a cabo o lançamento-teste de dois mísseis Scud, com uma capacidade de alcance de cerca de 500 quilómetros, os quais caíram em águas internacionais no Mar do Japão.

Um despacho da agência estatal norte-coreana não é claro em relação ao tipo de míssil que foi testado, fazendo apenas referência ao teste de mísseis “táticos”, “teleguiados e de alta precisão”.

Dias antes, um despacho idêntico da KCNA elogiava o significativo progresso das capacidades de defesa da Coreia do Norte perante o êxito do teste de um míssil com similares características.

Os recentes testes surgem nas vésperas da visita do Presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Sul, prevista para os dias 3 e 4 de julho.

Xi Jinping vai ser recebido pela sua homóloga sul-coreana, Park Geun-hye, num encontro que deverá ser dominado pela questão do programa nuclear da Coreia do Norte.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte – uma aliança estabelecida com a participação das tropas do líder comunista Mao Tsé-Tung na Guerra da Coreia (1950-53) -, mas Xi Jinping não se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, desde que este sucedeu ao pai, Kim Jong-il, que morreu em dezembro de 2011.

Oficialmente, Pequim defende a paz, estabilidade e desnuclearização da península coreana, sem pretender medidas de retaliação demasiado fortes contra Pyongyang, que podiam resultar num colapso económico.

No final de 2012 e início de 2013, as relações entre a China e a Coreia do Norte deterioraram-se, na sequência do lançamento de mísseis e de um ensaio nuclear realizados por Pyongyang.

Neste contexto, ao dar a primazia a Seul na primeira viagem à Coreia, Xi “está a enviar uma mensagem” a Pyongyang, segundo analistas. Contudo, a escolha de Seul prende-se também com razões económicas. A China é o primeiro parceiro comercial da Coreia do Sul, que é, por sua vez, o quarto da China (quinto se for incluída na classificação a UE).