Não há volta a dar. Luis Suárez vai mesmo ficar quatro meses sem jogar, treinar ou entrar em qualquer estádio de futebol de um país filiado na FIFA. O avançado e a Associação Uruguaia de Futebol (UFA) tinham enviado um apelo contra a suspensão, anunciada a 25 de junho, mas a entidade que gere o futebol internacional rejeitou ambos os pedidos.

A decisão foi anunciada esta quinta-feira e, deste modo, além do castigo de quatro meses, Suárez continuará impedido de participar nos próximos nove jogos oficiais (entre clube e seleção). “Os termos da decisão já foram comunicados ao jogador e à UFA”, assegurou a FIFA, no seu site oficial. O uruguaio, contudo, ainda tem a hipótese de apelar contra a decisão no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

O castigo, recorde-se, foi aplicado na sequência de uma mordidela que Luis Suárez deu no ombro de Giorgio Chiellini, durante o Itália-Uruguai, embate que se realizou na última jornada da fase de grupos do Mundial. Na altura, o árbitro não viu o incidente. Quando enviou a sua defesa ao Comité Disciplinar da FIFA, o avançado uruguaio chegou a escrever que perdera “o equilíbrio” e fora “com a cara contra o jogador” italiano.

Dias mais tarde, porém, publicou na sua conta de Twitter um pedido de desculpas a Chiellini, no qual se revelou “profundamente arrependido” e comprometeu “publicamente a nunca mais estar envolvido num incidente deste tipo”.

Ao manter o castigo a Luis Suárez, a FIFA faz com que, na melhor das hipóteses, o avançado uruguaio só volte as relvados a partir de 25 de outubro. E, ao que tudo indica, será um relvado espanhol — a imprensa tem avançado nos últimos dias que a transferência do jogador para o Barcelona é iminente, e que o clube catalão pagará mais de 80 milhões de euros para comprar o uruguaio ao Liverpool.