Pelo menos dois clientes do Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) deixaram de fazer transações financeiras com a instituição, avançou uma fonte oficial do banco, citada pelo Wall Street Journal (WSJ). A mesma fonte, que não quis identificar-se, revelou que existem outros investidores preocupados com a situação na Espírito Santo Internacional (ESI), que já fez com que fizessem uma “pausa para respirar”.

A retirada dos investidores deve-se ao facto de as ações do BES terem perdido mais de 30% do seu valor nas últimas semanas. Em causa, está a polémica que tem envolvido a ESI. Uma porta-voz do banco, segundo o WSJ, não quis comentar a veracidade das informações.

Na quarta-feira, o banco comunicou aos clientes que o volume de negócios do banco tem sido o mesmo e adiantou que os problemas que rodeiam a ESI não afetam o banco de investimento. O comunicado, citado pelo WSJ, acrescenta que a subsidiária de banca de investimento, que é inteiramente gerida pelo BES, detém um capital de 550 milhões de euros, com um rácio de solvabilidade de 11,2%.

No final do ano passado, o BESI detinha cerca de seis mil milhões de euros em ativos, em contraste com os 83,7 mil milhões do BES e gerou lucros de 7,1 milhões de euros, menos 70% do que em 2012. Em 2013, o BES teve perdas na ordem de 517,6 milhões de euros.

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“Devemos salientar que o fluxo de notícias relativas à falta de pagamentos de empresas controladas pela família Espírito Santo não se relacionam” com o BESI, lê-se no comunicado.