O primeiro-ministro defende que “a economia não deve estar na mão de meia dúzia de grupos económicos” e que o Acordo de Parceria com a União Europeia, que teve esta quarta-feira  luz verde da Comissão, tem por objetivo tornar a economia “mais competitiva”.

São 26 mil milhões de euros para sete anos. “Uma pipa de massa”, que deve ser bem aproveitada, segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Pedro Passos Coelho, ao seu lado numa conferência de imprensa em S. Bento, prometeu dar-lhe bom uso. Isso significa, segundo o primeiro-ministro, usar o dinheiro “para o crescimento  económico” e para “premiar o mérito dos projetos e o retorno do investimento e não para projetos de duvidosa qualidade”.

Segundo o primeiro-ministro, é preciso “corrigir fortes desiquilíbrios” e dar condições para “uma concorrência mais leal”.

Passos e Barroso trocaram agradecimentos e elogios do trabalho conjunto nos últimos meses que levaram à adoção deste Acordo de Parceria. Segundo o presidente da Comissão Europeia, as prioridades serão o emprego, coesão social e territorial, ciência, educação e ambiente.

“26 mil milhões de euros é uma pipa de massa, devem ser bem aplicados. E que se calem aqueles que dizem que a UE não é solidária com Portugal”, disse.

Com muitas críticas à utilização dos fundos no passado, por parte de Governos socialistas, o Executivo quis, mesmo assim, elogiar o PS pelo presente.

 Alinhados com o PS

O primeiro-ministro fez ainda questão de destacar o trabalho de bastidores desenvolvido com os socialistas a propósito do Acordo de Parceria e da sua importância no pós-troika. “O PS foi informado que foi possível salvaguardar as principais objeções que nos tinham sido formuladas”, garantiu.

“Houve uma participação muito alargada e compreensiva da sociedade civil e por parte do principal partido da oposição. Estamos alinhados no essencial das grandes orientações e compromissos. Isto é muito importante porque sete anos está para além do mandato do atual Governo”, acrescentou.

Segundo Passos Coelho, “o atual Governo não faria esta discussão de forma isolada e sem alargá-la aos partidos do arco da governação”.