Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Adega Monte Branco, uma produtora vitivinícola da região de Estremoz, está indignada com a escolha do nome “Monte Branco” para o maior processo de investigação de branqueamento de capitais e fraude fiscal em Portugal. Numa nota enviada às redações fala em “abuso” e mostra-se descontente com esta nomeação que, admite, pode trazer prejuízos à marca.

Luís Louro, proprietário da companhia, considerou “abusiva” a utilização do nome “Monte Branco” porque “pode trazer prejuízos financeiros e de confusão” ao bom nome da adega.

“Houve insensibilidade na escolha do nome que designa esta operação tão delicada. Ler em jornais e nos vários meios de comunicação social que a operação ‘Monte Branco’ fez branqueamento de milhões de euros, pode confundir os consumidores e os nossos parceiros”, pode ler-se na nota enviada às redações.

O processo “Monte Branco” é uma caso de fraude fiscal e branqueamento de capitais que está a ser investigado desde junho de 2011 pelo DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal). Trata-se de uma investigação à rede que ligou os gestores de fortunas suíços da empresa Akoya, Michel Canals e Nicolas Figueiredo, aos seus clientes portugueses. Esta rede funcionaria entre Portugal, Suíça e Cabo Verde. Para saber mais sobre o processo visite o nosso Explicador aqui.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR