O julgamento do antigo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores, foi novamente adiado, desta vez para 14 de junho de 2027. Estava previsto para 1 de junho do próximo ano, mas o adiamento deveu-se às novas acusações de que Maduro e Flores são alvo.
Na semana passada, o antigo Presidente e a ex-primeira dama foram formalmente acusados de tortura contra prisioneiros políticos, que incluía o uso de choques elétricos, espancamentos e asfixia “a pedido” do antigo Chefe de Estado.
Numa das acusações, que remonta a 2014, Maduro terá ordenado o sequestro de militares “para extrair informações sobre possíveis dissidentes”, algo que foi aprovado também por Flores. “Devem espremê-los com mais força”, terá afirmado Maduro em relação a alegados dissidentes que se recusassem a confessar.
Presentes ao Tribunal Federal de Manhattan esta quinta-feira, ambos se declararam inocentes. “Vi [o documento] na sua totalidade, juiz [Alvin] Hellerstein. Rejeito-o totalmente“, afirmou Maduro, durante uma sessão do Tribunal Federal de Manhattan, esta tarde, citado pela Reuters. “Estou totalmente inocente”, garantiu também Cilia Flores.
Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados pelas forças norte-americanas na noite de 3 de janeiro de 2026, colocando fim a 13 anos de mandato do então Presidente marcados por acusações de violação dos direitos humanos e de repressão da oposição.
Entre as acusações, surge o tráfico de droga para os Estados Unidos, algo que Maduro e Flores negam. Se forem declarados culpados de todas as acusações, podem enfrentar uma pena mínima de 50 anos de prisão.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]