A página eletrónica do Banco Espírito Santo (BES), a partir de agora denominado Novo Banco, a designação dada ao ‘banco bom’ que resultou da separação da instituição, já tem nova imagem.

Consultando o site, a página surge com uma nova imagem e a frase “Novo Banco, mais forte e mais seguro”, menos de duas horas depois de o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ter apresentado o plano de capitalização para os problemas financeiros que a instituição atravessa.

Ainda no interior da nova página podemos encontrar os comunicados oficiais emitidos pelo presidente da Comissão Executiva, Vítor Bento, pelo Banco de Portugal e pelo Ministério das Finanças. Da mesma forma, são apresentadas um conjunto de vinte e uma questões respondidas para clarificar os visitantes acerca das mudanças ocorridas. Entre elas destacam-se: “Por que motivo foi aplicada uma medida de resolução ao Banco Espírito Santo, S.A. (BES)?”; “Qual o objetivo desta resolução?”; “Qual é o impacto prático da medida?”; ou ainda “Qual é a implicação da criação do Novo Banco para os clientes com ações ou dívida subordinada BES?”

O Banco de Portugal anunciou no domingo à noite um plano de capitalização do BES de 4.900 milhões de euros e a separação dos ativos tóxicos (‘bad bank’) dos restantes que ficam numa nova instituição, o Novo Banco.

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O capital é injetado no BES através do Fundo de Resolução bancário. No entanto, como este fundo foi criado há pouco tempo e só tem 380 milhões de euros, a solução encontrada passa por ir buscar o valor restante ao dinheiro da ‘troika’ destinado ao setor financeiro, em que ainda estão disponíveis 6,4 mil milhões de euros.

Assim, estima-se que virá do dinheiro da ‘troika’ entre 4.400 a 4.500 milhões de euros, através de um empréstimo ao fundo de resolução, existindo também uma contribuição extraordinária dos outros bancos que operam em Portugal. Esta ainda está a ser negociada e poderá ascender a cerca de 100 milhões de euros.