A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) encaixou esta quarta-feira cerca de 85 mil euros, em 11 leilões que permitiram vender 95 por cento das “centenas” de itens para alienar, disse à Lusa fonte da empresa.

“No total dos 11 procedimentos hoje realizados, o montante alcançado foi de aproximadamente 85 mil euros. Os leilões correram muito bem, com muita participação. Das centenas de itens à venda, 95% foram alvo de proposta, tendo ficado muito pouco material por vender”, adiantou a mesma fonte.

Tratava-se de material informático e do posto médico, equipamentos mecânicos, de caldeiraria ligeira, encanamentos, soldadura, empilhadores elétricos e zorras hidráulicas que em anteriores tentativas de venda não tinham recebido propostas.

No próximo dia 18, os interessados serão informados se as propostas hoje apresentadas foram ou não validadas pela administração dos ENVC.

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Em causa estão bens móveis dos estaleiros – segundo a administração mais de 20 mil que ficaram fora da subconcessão dos terrenos e infraestruturas da empresa ao grupo privado Martifer e que têm de ser vendidos em concurso público no âmbito do processo de liquidação da empresa.

De acordo com a fonte, nos leilões na passada terça-feira realizados, a West Sea, empresa criada pela Martifer para gerir a subconcessão ENVC, apresentou várias propostas, entre elas para a compra de uma zorra hidráulica.

A empresa tem participado em vários destes procedimentos para adquirir equipamentos necessários à atividade do grupo em Viana do Castelo.

Empresas da área da comercialização de sucata e particulares, sobretudo interessados em material informático e máquinas de soldar, também apresentaram propostas de compra do material colocado à venda.

A fonte da administração dos ENVC adiantou que nas próximas semanas continuará o processo de venda dos bens móveis da empresa pública.

Em declarações à Lusa em julho passado, o secretário- geral da Empresa Portuguesa de Defesa (Empordef), holding pública que tutela os ENVC, adiantou que os mais de 60 leilões já realizados desde janeiro representaram um encaixe financeiro de 1,12 milhões de euros.

Luís Rochartre disse ainda que estes procedimentos já permitiram vender mais de um terço dos 20 mil itens (bens móveis da empresa pública) que ficaram fora do concurso da subconcessão ao grupo Martifer.

Questionado pela Lusa, respondeu que “não foram criadas expetativas” quanto ao resultado final desta operação, que está a ser assegurada por cerca de 40 trabalhadores dos ENVC.

O processo deverá estar concluído em setembro ou outubro. Já o prazo estabelecido para a liquidação dos ENVC, não tem data, por “não depender apenas dos ativos da empresa pública”.

“O encerramento efetivo tem uma série de outras condições, como fiscais, prazos e realização de assembleias-gerais. São questões bastante complexas do ponto de vista jurídico que não acredito que em outubro estejam concluídas”, explicou.