No Brasil, a coisa não lhe correu bem. No final, os números mostravam que parara nove remates, sim, mas deixara entrar 14 — incluindo os sete que sofreu nas meias-finais, contra a Alemanha. Mas foi ele que, no final do Mundial, deu a cara pela equipa e pediu desculpa ao povo. Agora, é a vez de dar a cara pela baliza do Benfica. Júlio César foi esta terça-feira confirmado como reforço do clube da Luz — e, 20 anos depois, o Benfica volta a pescar um guarda-redes trintão a um Campeonato do Mundo.

Em 1994 acontecia o mesmo. O Mundial dos EUA terminara e por lá andara a seleção da Bélgica, que caíra nos oitavos de final, também frente à Alemanha (2-3). Uns dias depois, o Benfica dava uma novidade: Michel Preud’homme estava a chegar. Aos 35 anos, o homem que defendera a baliza belga na Copa era reforço dos encarnados. E foi mesmo. Passou cinco épocas na Luz, fez mais de 200 jogos e só foi embora quando já era quase um quarentão.

Agora, é a vez de Júlio César. Com 34 anos, e após vencer a Liga dos Campeões em 2010, com o Inter de Milão e José Mourinho. O brasileiro esteve no clube italiano entre 2005 e 2012, até que decidiu aventurar-se no Queens Park Rangers, o clube milionário mais tímido de Londres, onde as coisas não lhe correram bem.

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Tanto que, na época passada, chegou a ser emprestado ao Toronto FC, do Canadá, na esperança de ganhar ritmo e ser convocado para o Mundial. Conseguiu, e por lá somou as últimas das suas 87 internacionalizações pela seleção canarinho.