O encontro do conselho executivo da União Africana, que decorrerá na sede da organização, em Adis Abeba, vai examinar as medidas de suspensão de voos e encerramentos de portos e fronteiras e a “estigmatização dos países afetados e dos seus cidadãos”.

A organização continental pretende “responder à necessidade de ter uma visão comum do vírus ébola e adotar uma abordagem coletiva ao nível do continente, que tenha em conta o seu impacto sociopolítico e económico”, segundo um comunicado da organização.

A organização pan-africana refere que os países membros estão preocupados com o encerramento de fronteiras e a suspensão de serviços aéreos, determinados por alguns países africanos, lembrando que isso poderá, “em última instância, aumentar o sofrimento” já causado pelo ébola.

Na semana passada, o Programa Alimentar Mundial (PAM) lançou uma operação de assistência alimentar a 1,3 milhões de pessoas em três dos cinco países africanos afetados por ébola para “evitar que uma crise de saúde se torne numa crise alimentar”.

O último balanço da febre hemorrágica aponta para mais de 2.000 mortes entre os 3.500 casos registados na Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria, Senegal e Nigéria.

Os números da Organização Mundial de Saúde para uma clara progressão em relação ao balanço divulgado na semana anterior.