“Finalmente sou eu que conto a minha vida”. Sophia Loren, a atriz italiana que marcou o cinema europeu, lança esta quarta-feira um livro de memórias na primeira pessoa, que inclui fotografias inéditas e documentos pessoais. O objetivo: assinalar os seus 80 anos e aproveitar a ocasião para “pôr as coisas no sítio e contá-las diretamente ao público, sem filtros”.

Ontem, hoje, amanhã” é o nome da obra autobiográfica, que olha em perspetiva para a vida da atriz que foi cortejada por grandes estrelas de Hollywood e que aos 76 anos chegou a ser eleita mulher mais bonita do mundo. Foi a primeira atriz de língua não inglesa a ganhar um Óscar e ainda hoje é a diva por excelência do cinema italiano. Motivos mais do que suficientes para escrever um livro de celebração das suas oito décadas de vida (Loren completa os 80 anos no próximo dia 20), cujo nome escolhido repete o título de um dos filmes que protagonizou, e onde ficou conhecida pelo famoso strip-tease.

“Há muitas biografias não autorizadas, algumas repletas de coisas que não são certas”, explicou a atriz, citada pelo El Mundo, para justificar a publicação das suas memórias na primeira pessoa. Entre os documentos inéditos divulgados na obra contam-se 64 fotografias, nomeadamente uma em que aparece, muito jovem, sentada ao colo daquele que viria a ser seu marido, o produtor Carlo Ponti – o escolhido de entre os muitos pretendentes. A fotografia foi tirada, diz a atriz, durante as filmagens de ‘A mulher do rio’ (de 1955). “Foi nessas filmagens que percebemos que estavamos apaixonados”, revela, fazendo referência ao facto de ter o dobro da sua idade – “representava o pai que nunca tinha tido”.

A autobiografia sai esta quarta-feira em vários países, como o Brasil, Bulgária, França, Alemanha, Holanda e Rússia, mas não em Portugal – para já.