Os jihadistas do Estado Islâmico serão entre 20 mil e 31 500, de acordo com as estimativas mais recentes divulgadas pela CIA. Os números são bastante mais elevados do que aquilo que inicialmente se calculou (as autoridades norte-americanas acreditavam que havia cerca de 10 mil rebeldes), escreve esta sexta-feira o El País, e refletem o aumento de membros que se verificou desde junho, depois dos êxitos do EI e da declaração do califado em partes do Iraque e da Síria.

Entre estes, mais de 15 mil são estrangeiros e originários de 80 países. Cerca de 2000 são ocidentais e pelo menos dez serão norte-americanos.

Os números são revelados depois de os Estados Unidos terem dado início a voos de vigilância sobre a Síria, num esforço de reunir informação para decidir onde lançar os ataques contra o Estado Islâmico, escreve a CNN. Na quarta-feira, o presidente Barack Obama anunciou a estratégia para destruir o EI, que inclui, precisamente, o alargamento dos ataques aéreos na Síria e no Iraque. Segundo fontes do Pentágono citadas pela cadeia de televisão norte-americana, a campanha não está iminente, mas o exército pode atacar a qualquer momento, se houver uma oportunidade.

Na quinta-feira, 14 senadores republicanos enviaram uma carta ao secretário de Estado John Kerry e ao secretário da Segurança Nacional, Jeh Johnson, pedindo mais informações sobre os combatentes estrangeiros e exigindo um “plano claro e amplo” para “vigiar e impedir a viagem” para os Estados Unidos “do alto número de norte-americanos e de cidadãos que pedem visto de entrada e que se suspeita que combatem com o Estado Islâmico e com outros grupos terroristas”, segundo o El País.

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O jornal espanhol escreve que esta questão será o tema central do encontro do Conselho de Segurança da ONU no final deste mês.