O homem que sequestrou hoje de manhã um funcionário de um hotel no centro de Brasília e fez exigências políticas para libertá-lo entregou-se à polícia passadas sete horas, informou a Polícia Civil.

O suspeito, ex-secretário da Agricultura no município de Combinados, no Tocantins (região norte brasileira), estava hospedado no hotel e, por volta das 8:30 horas (12:30 em Lisboa), fez um funcionário refém, ameaçando-o com uma arma e com um colete alegadamente com explosivos.

O hotel, que foi evacuado na sequência do incidente, é o mesmo no qual o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos condenados no processo de corrupção conhecido como “mensalão”, recebeu uma proposta para trabalhar enquanto cumpre pena de prisão em regime semiaberto.

Para libertar o refém, o sequestrador fez exigências políticas, como a aplicação da Lei da Ficha Limpa (que impede a candidatura de políticos condenados), a extradição do italiano Cesare Batisti e o fim da reeleição no Brasil.

Familiares do suspeito afirmaram que ele já se defrontou com problemas do foro psiquiátrico e que deixou uma carta na qual se despedia e indicava que iria suicidar-se, segundo relatou a imprensa brasileira.

A polícia ainda está a analisar se os explosivos colocados na vítima, num colete, eram verdadeiros. Por volta das 16:00 horas (20:00 em Lisboa), o sequestrador libertou o refém do colete com a suposta dinamite.