A Presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, decidiu adiar as eleições para o Senado, agendadas para o próximo dia 14 de outubro, devido ao estado de emergência declarado no país, em agosto, para conter o avanço do ébola.

Johnson-Sirleaf suspendeu também todos os direitos de voto associados às eleições, num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Libéria, que pode ser lido no site do Governo da Libéria. Entretanto, o chefe de Estado da Libéria já pediu à comissão responsável por organizar as eleições para definir uma nova data para o escrutínio junto dos partidos políticos, dos candidatos independentes, da sociedade civil e dos institutos de saúde nacionais e internacionais.

O comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros explica que por causa do nível de emergência não foi possível levar a cabo uma série de operações que antecipam as eleições e que permitem garantir que não se viola a Lei das Eleições. Além disso o estado de emergência atual não permite a realização das eleições num ambiente político “livre, aberto e transparente”. Não foi possível, desde logo, destacar pessoal no território para promover educação cívica junto dos eleitores, nem importar materiais básicos para o escrutínio, pois não há voos para a Libéria.

O estado de emergência foi declarado no país a 6 de Agosto. A Libéria é um dos países mais afetados pelo ébola.