Antes de sair para a direção do BES e, depois, do Novo Banco, Vítor Bento pediu a reforma antecipada do Banco de Portugal — uma condição aceite pelo governador Carlos Costa –, mas nunca chegou a assinar os papéis. Depois de um mês de férias, Bento regressou esta semana ao trabalho naquela instituição, onde trabalha desde 1980, confirmou ao Diário de Notícias o próprio banco central.

Apesar de ter desempenhado vários cargos nos últimos anos, incluindo a presidência da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), o economista manteve o seu cargo no BdP pedindo licença sem vencimento. Antes de aceitar o lugar no BES pediu a reforma antecipada, mas o pedido nunca foi assinado e formalizado, apesar de ter sido enviado para o regulador dias antes da demissão.

“A partir do momento em que o dr. Vítor Bento cessou as funções que desempenhava no Novo Banco reassumiu, por direito, a condição de empregado em efetividade de funções no Banco de Portugal”, respondeu o BdP ao Diário de Notícias.

Vítor Bento regresso a BdP como consultor do seu conselho de administração, segundo indica também o Diário de Notícias.

 

Nota: Texto corrigido com o cargo de Vitor Bento no Banco de Portugal