O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu esta quarta-feira a cooperação entre países e entre empresas para o desenvolvimento do setor da biotecnologia marinha, que sublinhou ser uma prioridade de Portugal e da União Europeia.

“Estamos bem conscientes que a biotecnologia marinha não é algo que se possa desenvolver por si própria. Os seus produtos são complexos, que exigem conhecimento e tecnologia. É por esse motivo que precisamos de cooperar entre países e entre empresas”, afirmou Cavaco Silva.

O Chefe de Estado falava ao lado do Príncipe Alberto II do Mónaco, no início de uma receção de boas-vindas da ‘Biomarine Business Convention’, que decorre até sexta-feira em Cascais, e em que participam também o ministro das Pescas do Reino da Arábia Saudita, Jaber M. Al Sheri, e a secretária de Estado do Comércio, Indústria e Pesca da Noruega, Dilek Ayhan, bem como a ministra portuguesa da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

“Estamos particularmente abertos a trabalhar em parceria para promover e apoiar o desenvolvimento de um setor forte de biotecnologia”, declarou Cavaco Silva.

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O Presidente deu as boas-vindas aos participantes da conferência, tendo sublinhado particularmente a presença de Alberto II, a quem se referiu como “um querido amigo e um forte líder na agenda internacional dos assuntos dos oceanos”.

Cavaco Silva e Alberto do Mónaco tiveram um breve encontro privado antes desta declaração, numa sala da Cidadela de Cascais.

No âmbito da parceria internacional que defendeu, o Presidente destacou a presença da delegação norueguesa: “Acredito que Portugal e a Noruega podem ser nações germinadas em assuntos do mar e podem ter uma relação complementar relativamente à biotecnologia marinha”.

“Portugal é um ‘hot spot’ para a biodiversidade marinha. Temos vastos recursos e cientistas marinhos altamente qualificados”, sustentou, frisando a presença da ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas.

“Com a presença da ministra da Agricultura e do Mar aqui presente podemos explicar-vos durante a convenção que em Portugal compreendemos a necessidade para explorar os nossos recursos marinhos de uma forma mais sustentável”, disse.

O Presidente desejou que os conferencistas considerem “que vale a pena fazer negócio em Portugal”.

“A Biomarine Business Convention é acerca do nosso futuro, porque é sobre a criação de um mercado global para a biotecnologia marinha. E nós sabemos as potencialidades da biotecnologia para o crescimento”, defendeu.

Cavaco Silva afirmou que a “biotecnologia marinha é uma das cinco prioridades da agenda azul da União Europeia” assim como integra a estratégia portuguesa para os oceanos.

“A sustentabilidade dos oceanos requer inovação e soluções de alta tecnologia, o que é precisamente aquilo em que consiste a vossa indústria”, declarou.