Cerca de 3.000 pessoas manifestaram-se este sábado em São Paulo, no Brasil, contra a reeleição, no domingo, de Dilma Rousseff como Presidente brasileira, que consideram uma fraude e um processo que legitimou a corrupção no país.

Os manifestantes, convocados através das redes sociais, por diferentes organizações, principalmente grupos de direita, reuniram-se em frente ao Museu de Arte de São Paulo e desceram a avenida Paulista, a artéria mais emblemática da cidade e palco de protestos frequentes.

Nos cartazes empunhados pelos manifestantes exigia-se a destituição do governo do Partido dos Trabalhadores (PT), que acusavam de ter montado uma teia de corrupção, noticia a Efe. Com a reeleição de Dilma Rousseff, o PT estará 16 anos no poder, desde a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora o movimento fosse descrito como uma manifestação contra a reeleição de Dilma Rousseff, alguns participantes também exigiram a abertura de um processo político no Congresso brasileiro (parlamento) para retirar o mandato presidencial a Dilma Rousseff, alegando que houve fraude eleitoral.

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Outros grupos, mais radicais, defenderam a intervenção militar, caso Rousseff não se demita ou seja demitida. Segundo a Efe, a maioria dos manifestantes negou intenções de apoio a um golpe de Estado.

Dilma Rousseff, de 66 anos, ganhou a segunda volta das presidenciais no último domingo, com 51,64% dos votos, contra Aécio Neves, que recebeu 48,36% dos sufrágios.