A Uber devia gastar um milhão de dólares na contratação de detetives privados para investigar “as vidas privadas e as famílias” de jornalistas que escrevem artigos pouco favoráveis à “app” de transporte personalizado. A inconfidência de Emil Michael, pela qual o vice-presidente da Uber já pediu desculpa, foi feita durante um jantar com várias figuras conhecidas, entre as quais Arianna Huffington, do Huffington Post.

O administrador da Uber veio, mais tarde, dizer que achava que a conversa era privada, segundo o Buzzfeed News. As declarações foram a resposta de Emil Michael quando o questionaram sobre a resposta da Uber a alguns artigos que saíram recentemente na imprensa. O que causou maior controvérsia foi escrito pela jornalista Sarah Lacy, no jornal PandoDaily, de Silicon Valley. A autora dizia que ia apagar a “app” da Uber devido às notícias que apontavam para uma parceria entre a Uber e um serviço de acompanhantes de luxo em França.

Emil Michael disse que a jornalista deveria ser “pessoalmente responsabilizada” por qualquer caso em que uma mulher deixe de usar a Uber e que, subsequentemente, seja violada por um taxista. Isto porque, defendeu o vice-presidente da empresa, há uma probabilidade muito maior de isso acontecer num serviço de táxi normal do que na Uber.

Depois de as declarações de Emil Michael terem vindo a público, o vice-presidente emitiu um comunicado em que dizia: “Os comentários a mim atribuídos, durante um jantar privado, são o resultado de uma frustração que eu sinto em relação à cobertura sensacionalista que é feita em relação à empresa com a qual me orgulho de trabalhar. [Os comentários] não refletem a minha opinião nem têm qualquer relação com a visão da empresa. De qualquer forma, foram comentários errados e lamento tê-los feito”, terminou.

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Ao mesmo tempo, Emil Michael pediu desculpa à jornalista Sarah Lacy, diretamente, através do Twitter.

https://twitter.com/emilmichael/status/534580244095959040