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O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou esta quinta-feira atacar o Irão “com força” caso se confirme que é responsável pelo incidente no voo da Flydubai, que Israel classificou como um atentado terrorista.

“Serão atingidos com força, não se preocupem”, adiantou o republicano aos jornalistas na Casa Branca, quando questionado se ponderava ordenar um ataque caso se confirmasse a autoria iraniana.

Quando questionado especificamente sobre um possível envolvimento do Irão, o líder republicano considerou essa hipótese provável: “Diria que a resposta, com base no que estou a ouvir, é sim, mas estamos a trabalhar nisso neste momento”.

O incidente aconteceu na quarta-feira, quando, alegadamente, os dois pilotos do voo que fazia a rota entre o Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerou pânico a bordo e levou a alertas de emergência e um código associado a uma possível tentativa de sequestro.

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Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, a tripulação e passageiros habilitados terão conseguido intervir na cabine de comando e assumir o controlo do voo, aterrando de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde foram hospitalizados vários tripulantes.

O copiloto acusado de esfaquear o piloto num voo da Flydubai com destino a Telavive foi transferido da Arábia Saudita, onde a aeronave tinha feito uma aterragem de emergência, para os Emirados Árabes Unidos, anunciaram esta quinta-feira as autoridades sauditas.

“As investigações iniciais (…) mostraram que o copiloto atacou o piloto”, apontou o Ministério do Interior da Arábia Saudita, manifestando-se pela primeira vez sobre o caso.

Embora o Ministério da Defesa de Israel já tenha classificado o sucedido como um ato “terrorista jihadista”, a Flydubai pede que se “evitem especulações prematuras” até que as causas do incidente sejam esclarecidas.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos também pediram cautela, aguardando o resultado da investigação.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta quinta-feira a criação de uma equipa de procuradores para investigar se houve motivação terrorista no incidente do voo entre Dubai e Telavive, no qual, segundo Israel, um piloto tentou abater o avião.

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A Emirates, uma das companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos, anunciou esta quinta-feira a suspensão imediata dos seus voos partilhados com a empresa aérea de baixo custo Flydubai de e para Telavive.

Na noite de quarta-feira, a Flydubai anunciou a suspensão temporária dos voos de e para Israel após o episódio entre o piloto e o copiloto, medida que “permitirá às autoridades competentes continuar o seu trabalho e esclarecer todos os factos relacionados com o incidente”.

As declarações de Trump surgem numa altura em que os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra com o Irão parecem ter estagnado.

As autoridades iranianas indicaram na quarta-feira ter recebido uma resposta oficial dos EUA à mais recente proposta de Teerão para pôr fim à guerra de sete meses, uma proposta que Trump tinha rejeitado publicamente poucos dias antes.

As autoridades não revelaram o conteúdo da resposta nem se representava uma rejeição.

Apesar da rejeição pública de Trump, os mediadores continuam a trabalhar com o Irão e os EUA na tentativa de negociar um acordo para pôr fim aos combates e abrir o Estreito de Ormuz, segundo responsáveis que não tinham autorização para comentar publicamente e falaram sob anonimato.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]