A empresa farmacêutica Octapharma garantiu este domingo estar “totalmente disponível” para colaborar com as autoridades portuguesas, adiantando que tal já aconteceu durante as buscas feitas à delegação em Portugal, no passado dia 20.

Em comunicado enviado às redações, a Octapharma AG, a casa mãe, com sede na Suíça, revela que as instalações da empresa em Portugal foram alvo de diligências judiciais na quinta-feira, dia 20 de novembro.

“Destas diligências não resultou nenhum impedimento para o normal funcionamento da empresa”, diz a Octapharma AG, garantindo que a Octapharma Portugal “prestou desde o primeiro momento total colaboração às entidades”.

Nesse sentido, a “Octapharma AG está totalmente disponível para colaborar com as autoridades, esclarecendo toda e qualquer questão que possa surgir, por parte destas, em qualquer âmbito”.

No comunicado, a empresa suíça aproveita igualmente para deixar a garantia de que “nenhum colaborador da Octapharma Portugal foi detido ou constituído arguido no âmbito das investigações em curso” e que, por isso, “as notícias do envolvimento da empresa com as alegadas irregularidades em investigação não têm qualquer fundamento”.

A farmacêutica diz também que o ex-primeiro-ministro José Sócrates integra o Conselho Consultivo para a América Latina, funções que “não envolvem qualquer atividade em Portugal ou relacionamento com a filial portuguesa”, sublinhando que a relação profissional entre as duas partes “sempre se pautou pelo estrito cumprimento da Lei e por um vínculo contratual claro e transparente”.

O comunicado da empresa farmacêutica surge na sequência da detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates e de outras três pessoas, a culminar diligências realizadas nos últimos dias, segundo a Procuradoria-geral da República (PGR).

Num primeiro momento, chegou a ser noticiado que entre os detidos estava Joaquim Lalanda de Castro, representante da multinacional farmacêutica Octapharma.

Numa nota divulgada no sábado, a PGR esclareceu que, afinal, os detidos eram, para além de Sócrates, o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista João Perna.

As quatro detenções foram feitas no âmbito de um inquérito, dirigido pelo Ministério Público e que corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no qual se investigam “suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção”.