Os tripulantes de cabine da TAP vão realizar uma greve no domingo e na terça-feira, para exigir o cumprimento do acordo de empresa em vigor desde 2006, cuja adesão deverá aproximar-se dos 100%, segundo o sindicato. “Mantemos o segundo período de greve e, em termos de adesão neste segundo período de greve, achamos que andará dentro dos mesmos números verificados no primeiro período, na ordem dos 98%”, disse o membro da direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) Nuno Fonseca, à Lusa.

A 15 de outubro, o SNPVAC entregou um pré-aviso de greve de quatro dias, repartido em dois períodos: o primeiro foi a 30 de outubro e a 1 de novembro e o segundo será a 30 de novembro e a 2 de dezembro. Embora reconheça que esta greve irá prejudicar os passageiros da transportadora aérea, Nuno Fonseca afirmou que “o impacto será mais reduzido uma vez que, tal como aconteceu durante o primeiro período de greve, a TAP fez um excelente trabalho na alteração dos voos e no recurso a outras companhias aéreas”. O responsável denunciou que “há um incumprimento muito grande por parte da TAP” face ao acordo de empresa de 2006, bem como a “pressão sobre os tripulantes e a aplicação de faltas injustificadas entre o primeiro e o segundo período de greve”.

Na quarta-feira, o sindicato reiterou a intenção de manter a greve dos tripulantes de cabine da TAP, prevista para domingo e terça-feira, por considerar que as conversações com a empresa foram infrutíferas. Na quinta-feira, fonte oficial da companhia aérea disse à Lusa que a TAP contactou a “larguíssima maioria dos passageiros” com voos marcados para domingo e terça-feira para reprogramarem as suas viagens e que encara a greve de dois dias com “absoluta tranquilidade”.

A mesma fonte adiantou que, quando foi entregue o pré-aviso de greve, a companhia suspendeu a venda de viagens para os dias em causa e, entretanto, a “larguíssima maioria dos passageiros” já reprogramou as suas viagens. Por isso, a companhia liderada por Fernando Pinto encara com “absoluta tranquilidade” a paralisação dos tripulantes, lamentando “todo o impacto negativo que a greve terá para os passageiros e para a empresa”. Em causa, acrescentou, estão prejuízos diários de cerca de cinco milhões de euros, além de afetar a “reputação e imagem da TAP”.

Entretanto, os trabalhadores da SPdH (Groudforce), PORTWAY e empresas de trabalho temporário no handling (assistência nos aeroportos), afetos ao Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), vão realizar uma greve de 24 horas na segunda-feira, dia 1 de dezembro. Os trabalhadores reivindicam a negociação e a criação de um contrato coletivo para o setor do handling, que abranja todos os trabalhadores independentemente do operador.

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