As autoridades do Líbano anunciaram esta terça-feira que o exército daquele país deteve uma das mulheres e uma filha do líder do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, avança a agência Reuters. Os familiares de al-Baghdadi foram capturados quando atravessavam a fronteira da Síria, num dos últimos dias.

As autoridades libanesas, que colocaram em marcha testes ADN para confirmar que a jovem é filha de al-Baghdadi, rejeitaram fornecer informações sobre o nome e a nacionalidade da mulher do líder do EI. Segundo o As-Safir, um diário libanês, a detenção foi o culminar de uma operação conjunta com serviços secretos internacionais.

A guerra por Kobane, uma cidade síria muito perto da fronteira com a Turquia, continua. Segundo a Associated Press (AP), os civis curdos endureceram os ataques contra o Estado Islâmico, depois da chegada de reforços iraquianos peshmerga e rebeldes sírios. Nos últimos dias, e depois de 270 ataques aéreos da coligação ocidental liderada pelos Estados Unidos, acredita-se que o avanço do Estado Islâmico estagnou. Na segunda-feira foi reportada a morte de 50 elementos do Estado Islâmico, noticia essa confirmada por um grupo que monitoriza a guerra.

No último número da revista Dabiq, um órgão de comunicação ao serviço dos jihadistas, publicado em inglês, a organização terrorista prometeu hastear a bandeira do Estado Islâmico desde Meca até Roma, passando por Jerusalém, ameaçando, em simultâneo, cristãos e judeus. Mais: o Estado Islâmico, pela voz do autoproclamado califa, Abu Bakr al-Bagdadi, promete continuar a marcha “até alcançar Roma”, prometendo criar um “império desde a Indonésia até Espanha”, para recuperar a grandeza que os pri

Esta não é a primeira mensagem do género: ainda este mês, como explicou o jornal espanhol El Mundo, o autoproclamado califa, Abu Bakr al Bagdadi, garantiu, numa transmissão de áudio, que, “com a ajuda de Alá, a marcha dos muyahidin (guerreiros santos) continuará até alcançar Roma”. Além disso, no número anterior da revista, o EI prometeu criar um “império desde a Indonésia até Espanha”, para recuperar a grandeza que os primeiros muçulmanos alcançaram quando conquistaram a Europa a partir do sul de Espanha.