Vistos Gold

Ex-diretor do SEF diz que não tem dinheiro para pagar a um advogado

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Antes de se demitir do SEF por ter sido constituído arguido no processo dos Vistos Gold, Manuel Palos auferia um salário de mais de 4.500 euros com despesas de representação.

Manuel Palos foi reconduzido no cargo em 2012 por Miguel Macedo, o ministro que entretanto se demitiu

João Manuel Ribeiro/Global Imagens

O ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que se encontra em prisão domiciliária, diz que não tem dinheiro para pagar a um advogado e pediu ajuda ao sindicato do setor. A informação foi avançada por fontes próximas de Manuel Palos ao jornal i. Segundo as tabelas remuneratórias consultadas pelo Observador, o primeiro diretor de uma polícia detido em Portugal ganhava um salário bruto de 3734,06 euros, ao qual se somavam 778,03 euros de despesas de representação.

Manuel Palos demitiu-se do cargo há cerca de um mês, depois de o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, lhe ter aplicado a medida de coação de prisão preventiva por suspeitas de dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito na atribuição de Vistos Gold. Palos ficou alguns dias preso na cadeia de Évora, onde se encontra agora preso preventivamente José Sócrates, e foi depois colocado em prisão domiciliária na sua casa em Telheiras, Lisboa.

O jornal i diz que familiares do ex-diretor contactaram o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF para procurarem “apoio jurídico”. Se Manuel Palos for sindicalizado poderá ter apoio do sindicato – um apoio diferente do apoio judiciário pedido ao Estado e que depende dos rendimentos do requerente.

Apesar de o nome de Manuel Palos ainda constar no Portal do Governo como sendo o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o responsável demitiu-se há cerca de um mês. E a nova ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, ainda não nomeou alguém para o substituir.

Palos foi reconduzido ao cargo de diretor em 2012, na sequência de uma reestruturação do SEF, “em comissão de serviço por um período de três anos, renovável por iguais períodos”, no cargo de direção superior, do 1.º grau, por “reconhecida idoneidade, experiência profissional e formação exigidos para o exercício destas funções, conforme é demonstrado pela síntese curricular anexa ao presente despacho”. A nomeação foi feita pelo anterior ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que acabou por demitir-se na sequência do escândalo dos Vistos Gold.

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