Pela segunda vez na mesma semana, não há internet na Coreia do Norte, noticia o New York Times. Nem rede de dados móveis 3G há. Kim Jong-un não deve estar contente.

No sábado, poucas horas depois do regime de Pyonyang ter chamado “macaco” ao presidente norte-americano, Barack Obama, a pouca internet do país foi, novamente, abaixo. (De acordo com a Vox, só alguns privilegiados e membros do governo é que têm acesso à internet no país. Kim Jong-un inclusive, é claro.)

“Obama é sempre imprudente nas palavras e nos atos, como um macaco numa floresta tropical”, afirmou a comissão nacional de defesa norte-coreana, acusando o Presidente norte-americano de ter incitado a exibição do filme no dia de Natal. E acrescentou: “Se os Estados Unidos continuarem a ser arrogantes, déspotas e a utilizar métodos de ‘gangster’, apesar dos repetidos avisos [da Coreia do Norte], deverão ter em mente que as suas ações políticas fracassadas vão levar a golpes mortais inevitáveis.”

Esta mensagem foi emitida depois da decisão da Sony autorizar a estreia nas salas de cinema do filme The Interview, uma comédia em que dois jornalistas são contratados para matar o líder norte-coreano Kim Jong-un. Transformando a exibição do filme em quase um happening patriótico, a Sony lucrou cerca de 8oo mil euros (1 milhão de dólares) no primeiro dia em que o filme chegou às salas de cinema.

A Coreia do Norte chegou a fazer queixa formal à ONU, depois de ter sido anunciada a existência deste filme. Há três semanas, a Sony foi alvo de um ataque informático que tornou público uma série informações confidenciais e que provocaram muitos embaraços à empresa. Apesar de dizer que não teve nada a ver com o ataque à Sony, a Coreia do Norte elogiou publicamente quem o fez.