“Esta é uma crise global. Temos tempos difíceis pela frente, mas podemos conseguir”. Foi assim que o novo chefe da missão ONU contra o ébola (UMEER), Ismail Ould Cheikh Ahmed, se referiu ao trabalho que tem pelo caminho.

Ahmed, um mauritano, que chegou a Acra para assumir oficialmente o cargo, substituindo o norte-americano Anthony Banbury, realçou que “não há um plano B”.

“O trabalho à frente continua a ser muito difícil, mas nós realmente não temos outra escolha”, acrescentou, num comunicado.

A UNMEER, com sede na capital de Gana, está a liderar os esforços internacionais na luta contra o Ébola.

De acordo com os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, existem mais de 20.200 casos confirmados, prováveis ou suspeitos de Ébola e pouco mais de 7.900 mortes relatadas.

Os três países mais afetados são a Serra Leoa, Libéria e Guiné.

Ahmed visitará esta semana a Libéria e a Serra Leoa e a Guiné pouco depois “para reforçar as prioridades estratégicas da UNMEER e ver em primeira mão a resposta ao Ébola”, é referido no texto.

Nas visitas será acompanhado pelo enviado especial das Nações Unidas sobre Ébola, David Nabarro.

Antes de sua nova nomeação, Ahmed foi Representante Especial Adjunto e Chefe Adjunto da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL).

Numa conferência de imprensa na semana passada, no Gana, na véspera da sua partida para Nova Iorque, Banbury tinha dito estar confiante de que o número de casos de Ébola iria começar a diminuir no início de 2015.