Alberto João Jardim apresentou esta segunda-feira, às 11h00, o pedido de demissão do Governo regional da Madeira. O histórico líder do Governo Regional diz que “nestes primeiros tempos” vai tentar estar “o mais ausente possível” para não atrapalhar a gestão do arquipélago.

Aos jornalistas, depois de ter apresentado a demissão ao representante da República no Palácio de São Lourenço, no Funchal, Alberto João Jardim diz ter sido feliz no cargo: “Foi difícil, mas não foi pesado. O que se faz por gosto não é pesado”.

Quanto ao futuro, assumiu apenas que nos próximos tempos vai manter uma postura “low profile” para não atrapalhar os futuros governantes da ilha, que serão escolhidos em eleições antecipadas.

“Vou procurar estar o mais ausente possível nestes primeiros tempo de atos do PSD porque o que há de mais incómodo é parecer querer ser figura tutelar. E é incómodo para os novos que estão, estar a pessoa de saída a falar”, disse.

Promessa de Jardim, depois de no fim de semana ter sido agraciado com o título de presidente honorário do PSD/Madeira, mas não ter comparecido ao Congresso Regional do Partido que consagrou Miguel Albuquerque como novo líder. Aos jornalistas não falou do sucessor, deixou-lhe apenas um recado: Jardim não espera que o PSD “não ganhe sem ser com maioria absoluta”.

Disse não saber como vai ficar na história, mas garantiu que “quando foi preciso também soube assumir low profiles”. Para já o Governo Regional fica em gestão, mas Jardim garante que se o Governo em funções “entender que uma coisa não deve ser adiada, o Governo pode abrir concurso público”.

Depois de 37 anos à frente da ilha e da direção do partido, de muitas maiorias absolutas, Jardim já falou em candidatar-se às eleições para Presidência da Republica de 2016. O futuro do carismático líder madeirense não é no entanto certo. Jardim já disse também que é possível que assuma o lugar de deputado na Assembleia da República, uma vez que foi eleito e não acumulava funções. Jardim ainda não comunicou o que quererá fazer, mas já disse que “nunca há adeus na vida”.