Os trabalhadores da Carris iniciam esta terça-feira uma greve às horas de trabalho extraordinário que, segundo os sindicatos, pode aumentar o tempo de espera nas paragens de autocarros, apesar de a empresa não prever qualquer impacto.

A greve dos trabalhadores da rodoviária às horas extraordinárias de trabalho e ao trabalho extraordinário em dias de descanso e nos fins de semana decorre até 28 de fevereiro.

“Em algumas mudanças de serviço, pode ter alguma complicação e criar perturbações. Não estamos a ver uma paragem total da circulação, mas pode ir criando maiores tempos de espera, nomeadamente nas mudanças de turno de serviço”, disse hoje José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), que convocou a paralisação.

Contactada pela Lusa, a empresa referiu que se trata da continuação de outras greves ocorridas em 2014 e que não tiveram qualquer impacto na circulação de autocarros.

Segundo o sindicalista, o protesto pretende “exigir da administração que cumpra o acordo de empresa no que se refere ao pagamento do trabalho extraordinário, que atualmente está a ser pago por metade do valor que está negociado e assinado no acordo de empresa”.