Em comunicado enviado à agência Lusa, a Comissão Vitivinícola da Bairrada afirma que o crescimento da DO face a 2013 “foi superior nos espumantes”, enquanto os vinhos tranquilos, que diferem dos espumantes por não possuírem gás, registaram um crescimento da ordem dos 4%.

Na nota, Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada, refere que os números agora divulgados “têm margem para crescer”, quer por via dos produtores “que apostam cada vez mais na certificação dos seus vinhos, quer pela procura dos vinhos daquela região “estar a aumentar” em Portugal e no estrangeiro, “o que se traduz no aumento e valorização da produção”.

No comunicado, a comissão vitivinícola considera 2014 como “mais um ano de afirmação da qualidade dos vinhos e espumantes da Bairrada”.

A associação que representa a produção e o comércio do setor e que tem a competência de atribuir a denominação de origem, vender os selos de garantia para os vinhos aprovados e participar e apoiar ações de promoção, técnica e científica, diz ainda que a Bairrada “é hoje uma região dinâmica, com adegas e viticultura moderna, e onde o clima e as castas (com destaque para a tradicional Baga) formam o fator diferenciador”.

“É uma das poucas regiões do país onde se fazem espumantes, tintos e brancos, com grande consistência qualitativa”, sustenta, adiantando que as uvas ali produzidas “dão origem a vinhos com vários estilos, mas mantendo a identidade regional”.

Acresce ainda que as uvas daquela região vitivinícola – considerada a mais antiga (1890) e importante na produção de espumantes e que integra territórios dos municípios de Aveiro, Mealhada, Anadia, Oliveira do Bairro, Águeda, Vagos, Cantanhede e Coimbra – “podem ser vindimadas em diferentes períodos para fazer os vários vinhos, com as uvas da poda em verde a serem aproveitadas para espumante”.