Uma explosão numa manifestação pró-governo ucraniano matou duas pessoas e feriu outras 11 em Kharkiv, na Ucrânia, avança a Agence France-Press. A marcha teve como mote o primeiro aniversário da saída de Viktor Yanukovych, um ex-presidente tido como próximo de Moscovo. Os corpos das vítimas foram tapados com bandeiras ucranianas.

A cadeia de televisão RT, de origem russa, afirma que uma testemunha viu a bomba ser lançada de um carro e que o alegado suspeito do atentado está detido, de acordo com os Serviços de Segurança ucranianos.

Natalia Zakharova, porta-voz da polícia de Kharkiv, adiantou imediatamente após o incidente que seria aberta uma investigação sobre o que parece ser uma “explosão terrorista”. A polícia não soube, no entanto, explicar como ocorreu a explosão e o material ou engenho usados. A AFP dá conta ainda de outras manifestações em Kiev e noutras partes do país controlado pela Ucrânia em que terá sido necessário recorrer a snipers para contrariar protestos violentos.

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Rússia e Ucrânia assinaram há sensivelmente uma semana, em Minsk, um cessar-fogo, um acordo patrocinado por Angela Merkl (Alemanha) e François Hollande (França). Mas têm sido muitos os relatos do incumprimento do mesmo. Na quarta-feira, por exemplo, Petro Poroshenko, presidente ucraniano, viu-se obrigado a ordenar a retirada das suas tropas de Debaltseve, uma cidade estratégica por estar localizada entre Donetsk e Luhansk, ambas controladas por separatistas pró-Rússia. Na terça-feira, aliás, numa visita a Budapeste, Hungria, Vladimir Putin havia apelado a uma rendição das tropas ucranianos, pois o que estava para acontecer era “inevitável”.